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Salão de Estar

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Salão de Estar

Mensagem por The Holy Death em Sab 30 Ago 2014, 12:54



Salão de Estar

Enfestado de variadas poltronas e mesas de centro, sem dúvida, o salão de estar é o melhor local para sociabilização entre os moradores da Toca. Na parede maior do local, cercada por duas paredes de ordem dórica com enfeites de caveiras, existe o quadro onde uma mulher pálida de cabelo e vestes negras está abraçada a um nobre de vestes elegantes. No canto do quadro aparece escrito: Lady e Conde Howard


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Re: Salão de Estar

Mensagem por Dionisio R. Howard em Sab 21 Fev 2015, 22:32

I Feel Pretty
O que havia sido aquilo em Godric´s Hollow? Divertido? Só se estivesse em meus planos... mas foi um tanto agitado e quem sabe lucrativo. É... eu terminei tendo uma aliada de peso, ou uma aliada de futuro peso. Mas a garota tinha lá seu valor, o que restava para a noite ficar melhor? A minha varinha, que não era minha, mas será....
Desaparatei com Olivia no Jardim da toca Howard e junto a mesma segui para o forte. Tentei algumas vezes procurar conversa, mas agora esteve um tanto recalcada na viajem, preferi deixa-la em paz enquanto eu curtia meu novo visual. Ah, esse corte de cabelo e essa roupa sim são dignas de um bruxo... e esse cetro? Digno de um rei do crime.
Eu andava acompanhado de Olivia enquanto os mercenários abriam as portas de ferro e logo deram acesso à sala de estar. Me adiantei e logo sentei numa cadeira enquanto olhava para a garota com um sorriso.- Sente-se.- Apontei então para uma poltrona e fiquei a roer a unha do dedão enquanto olhava para ela.- Ai meu deus, O RELÓGIO- Gargalhei e então balancei a cabeça e fiquei olhando para a garota.- Quem é você e por quê me ajudou?

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Re: Salão de Estar

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Sab 21 Fev 2015, 22:43


I've turned into a monster


Tudo aconteceu de uma maneira rápida demais, mas tive tempo suficiente para entender e traçar os meus objetivos, ou seja, pender para o lado em que eu gostaria de seguir daqui para frente. De qualquer forma eu não voltaria para Hogwarts, primeiro que lá nunca foi o meu verdadeiro lugar e segundo que o Ministério da Magia iria atrás de mim. O fato é que eu não me arrependo de ter atacado Adam, me arrependo na verdade de ter deixado ele escapar com vida. As pessoas estão falando de mim, "A Olívia enlouqueceu", "A Olívia ficou doida", na verdade eu sempre fui louca, sempre fui doida e doída, já que ambos se separam apenas por um acento. 


Eu não entendi direito o que aconteceu no cemitério, mas ao trocar olhares com a Lady eu senti como se cada célula minha pertencesse à ela e quanto eu percebi já estava de frente como meu pai, certamente ela me deixou consciente daquilo que estava praticando comigo afim de me fazer ficar com a consciência pesada, por quem sabe matar o meu próprio pai, o que ela não sabia na verdade era que eu já estou fria demais para me importar com qualquer porcaria assim, que isso na realidade não funciona comigo. Mas então eu fui desarmada e senti alguém puxando o meu braço, minha varinha caiu no chão e bem longe de mim. Assim que olho para trás vejo Dionísio procurando pelo braço de Valquíria para desaparatarmos do local, olhei novamente para minha varinha e não consegui alcançá-la, porém agarrei rapidamente a varinha de Liam que caiu ao meu lado assim que ele passou por mim. Antes de tudo virar escuridão meus olhos cruzaram com os seus e uma aparência levemente satisfeita eu vi no rosto do meu irmão, que elevou a mão até a cabeça me cumprimentando com um "Até breve...", sim, eu o veria novamente. 


Cedro, Pelo de Acromântula, 33 cm, inflexível. Analisava a varinha levemente curvada em minhas mãos. Meu vestido preto estava rasgado nas pernas deixando-o mais curto, fora isso eu escapei de tudo isso sem um arranhão sequer.. Bufo, quero muito minha varinha e agora eu preciso descobrir aonde está ela, ou melhor, com quem está ela. Andava lado a lado com o homem que me ajudou a escapar do local enquanto as portas abriam para a nossa passagem revelando uma belíssima mansão, estilo Castelo Drac, mas este já não me pertence mais. Ao adentrarmos em uma sala de estar percebo elfos andando pelos lados enquanto ouço um ruído de cadeira se arrastando pelo chão. Dionísio me convida para sentar, e decido que é uma boa oportunidade para testar a varinha de Liam. - Accio cadeira. -Num tom baixo digo o feitiço vendo a cadeira obedecer ao meu comando, até que funcionara bem comigo. Empurro a cadeira novamente  para o seu lugar e apoio meus braços nela, cruzando-os enquanto brinco com a varinha. - Ex Olívia Drac, agora... - Digo olhando para cima mexendo a cabeça e ponderando o que tenho pra falar. - Uma futura LeBlanc, preciso de um nome legal. - digo dando de ombro. Começo a caminhar em volta da grande mesa enquanto passo a varinha pela mesma. - Sou filha de Luch e isso você provavelmente já sabe e... correção "quem é você que ajudou a me salvar". - Digo furtivamente enquanto paro do outro lado da mesa cruzando os braços em cima da mesma arqueando o corpo. - Mas tudo bem, você também me ajudou. Agora a questão é... Por que? - Levanto e coloco a mão na cintura jogando a varinha para cima e pegando a mesma no ar. - Cansei de ficar do lado de pessoas fracas. - O meu olhar que pairava na varinha agora estava na direção de Dionísio. - Mabele ou Olga? - Pergunto a ele querendo saber sinceramente sua opinião, pois desejava mesmo usar outro nome, deixar a Olívia para trás.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Dionisio R. Howard em Dom 22 Fev 2015, 03:44

I Feel Pretty
Observava a garota enquanto era servido com um chá por um dos criados. Sorri. Não era bem chá e sim Whisky, mas tudo para ficar elegante. 
Tirei então meu chapéu e ainda olhando para Olivia tomei um gole da bebida. Não respondi quaisquer das suas perguntas e agraciava o temporal forte que caia do lado de fora da mansão e provocava fortes trovoadas e iluminações prateadas na mansão. Eu olhava maliciosamente para a garota.
- Fraca.- Disse entre um gole e outro da xícara- Por que não se chamar Olivia e tentar ser mais inteligente além de fugir das tipagens, garota? Se continuar com tanta ilusão logo será abatida.- Sorri e joguei a xícara no chão.- Acha o que? Que só porque deu uma de doida e bateu em algumas pessoas será lady das trevas? Por favor, usa essa cabeça loira... Propósitos não são realizados na loteria, minha gatinha, então Olivia é o nome mais apropriado... Os fracos nos fortalecem... e olha, hoje estou normal- Gargalhei- Por que existem os fortes, Olivia? E por quê você quer ser alguém forte com atitudes fracas? Está na hora de se assumir da forma mais correta e inteligente, essa vida de potencial e controle foi feita para você, mas não para seus mimos. Chega de birrinha e de achar que essa luta é contra os que te rodeavam... é  hora de Olivia Drac se mostrar e não se esconder atrás de nomes ridículos como Olga...
Me levantei e ajeitei a veste enquanto olhava para o quadro da Lady.
- Essa é a Lady Howard! Ela viveu no século um após cristo e foi da primeira classe de Salazar Sonserina. Sabe, ela foi influenciada pelos seus ideais anti-trouxas  e matou muitos de outras casas.... mas sabe o que fez a Lady ser lembrada além da sua morte? Ela assinava e fazia por seus ideais, conseguiu respeito pela sua inteligência e não se excluiu do mundo. Soube separar os seus mimos das suas propostas... acredita que ela odiava sangue por causa do seu período menstrual e no entanto retirava a pele das suas vítimas? Lady Howard  foi inteligente. Agora, levando por esse lado... quem é você?- Fitei Olivia com um sorriso.

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Re: Salão de Estar

Mensagem por Tiffany Ray Howard em Dom 22 Fev 2015, 15:48


Lar, terrível e amado lar
 
Tiffany havia voltado pra casa, antes depois de ter fugido do hospital que a levaram sem ela nem mesmo precisar, a mansão estava mais quieta do que o normal, era uma coisa realmente estranha, seu pai ainda não devia ter voltado, o que dava a garota um pouco de “liberdade”, não que não gostasse da companhia de Dionísio, mas os seus irmãos eram realmente insuportáveis, quanto mais longe dela era bem melhor, ela subiu até o seu quarto tomando um banho e trocando de roupa, pegou Jack, uma cobra píton amarela que ela criava dentro de seu quarto, era uma ótima companhia, grande parte das pessoas acharia uma pessoa falando com cobras realmente estranho, mas como Tiffany falava a língua das cobras, já não era uma coisa realmente estranha, quando se cansou de ficar no quarto, pegou Jack nos braços e deixou a cobra se divertir em volta de seu pescoço e se enrolando nos braços dela, era uma sensação boa e estranha ao mesmo tempo. Assim que desceu as escadas, ouviu a voz de seu pai e suspirou, por mais que Augustus fosse realmente insuportável e grudento, ele falava com Tiffany, ao contrario dos outros da casa, seguiu a voz de seu pai, mas ouvia também uma voz feminina, não era a de Sophie, Amy ou de Carmen... O que era realmente estranho, então, a garota decidiu ir até o salão de estar e foi pega completamente de surpresa quando viu uma garota da sua idade lá.

Quem é você e o que faz aqui?—Tiffany pergunta entrando no local, enquanto a cobra perguntava a mesma coisa para a garota, mas a Howard decidiu ignorar a cobra por um momento, enquanto fitava a garota, mas seus olhos foram em direção ao seu pai e suspirou. —Pai, não me diz que esse projeto de Barbie é uma irmã minha perdida... —Diz já a garota de um jeito grosseiro de sempre, enquanto apontava para a outra loira, esquecendo-se por um momento de perguntar o motivo de Dionísio ter a deixado sozinha naquele festival, por fim, bufou e encarou a garota novamente, analisando-a da cabeça aos pés, parecia realmente uma Barbie ou algo do tipo, além de tudo, bem mimada, mas esperava alguma resposta.

A garota reparou que seu pai estava parado de frente para o quadro da lady Howard, o que fez Tiffany revirar os olhos, seu pai e suas histórias da família, ele falava tanto sobre a mesma, que ás vezes chegava até a repetir e repetir as mesmas coisas, sendo desnecessárias ou não, mas olhou para Jack e acariciou de leve as escamas da cobra, que parecia feliz com aquilo, tudo aquilo chegava a ser uma situação um tanto bizarra, os Howard nunca recebiam visitas, sem ser comensais ou mercenários, gente como aquela garota... Tinha cara de ser de uma classe alta, que teve de tudo, usou e abusou, mas cansou-se da vida de princesa da Disney e decidiu tentar ser uma criminosa, aquele pensamento fez Tiffany gargalhar alto.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Dom 22 Fev 2015, 17:09


I've turned into a monster


Fraca, o que é de fato sinônimo de fraqueza? Isso me fez esboçar um sorriso enquanto olhava para Dionísio, o rapaz se aproximou de mim falando sobre ser-se quem é. Não posso discordar que estava sendo um pouco tola, mas de todo modo eu sou mais inteligente do que o Mercenário pode imaginar, aliás, acredito que ele já imagina sim. Mas afinal, há vingança maior do que usar o meu próprio nome para me reerguer? Respiro sentindo meu peito se encher de orgulho, ódio, e uma visão futura que ainda procuro entender como será. Lady? Eu particularmente acho essa uma ótima ideia, mas preciso de princípios, certo? E os meus atualmente estão deslocados somente para o prazer de sentir as pessoas sentirem a dor. Me aproximei de Dionísio enquanto ele olhava para o quadro da mulher sofisticada que estava na parede. Fico sabendo desse modo a representação da figura feminina. Fico me perguntando nesse momento se minha avó LeBranc tomou o seu posto ou só viera mais tarde como lady das trevas, meus pais escondem toda essa informação da minha família e eu fiquei sabendo apenas quando um dia minha mãe o deixou escapar. Pouco minhas mãos sobre os ombros de Dionísio e deixo-a escorrer levemente enquanto meu queixo quase encosta em seu ombro. - Eu sou fraca Dionísio, eu sou a garota revoltada fraca que permaneceu o maior tempo com a varinha das varinhas em mãos enquanto você estava desmaiado. - Disse sussurrando em seu ouvido. Pego um caco de vidro que estava em cima da mesa enquanto o resto estava espalhado pelo chão. Levanto o mesmo vendo rodando entre os dedos enquanto os meus olhos e os olhos de Dionísio fitam a coisa. Viro minha a cabeça quase encostando meus lábios em sua orelha. - Antes de qualquer coisa, eu tenho uma lista. Uma lista negra. - Me levanto agora fitando a garota que me olha com desdém. 


Permaneço ao lado de Dionísio ainda com a mão direita em seu ombro enquanto a varinha permanecia na mão esquerda. A garota o chamava de pai e tentava me matar aos poucos com o seu olhar, pobre coitada, se soubesse o que eu posso fazer com os meus olhos, não me desafiava dessa forma. A gargalhada veio em seguida enquanto observava a cena da filha mimada com ciumes. - Dionísio, eu sei que tenho muito a aprender e é exatamente para isso que estou aqui com você. - Olho para o rapaz agora retirando minha mão do seu ombro lentamente. - Eu não tenho paciência para pessoas mimadas. - Digo agora fitando lentamente a filha do rapaz, mas voltando meu olhar à ele. - Mas sou capaz de mover as peças de um tabuleiro sem que as pessoas percebam. - Me abaixo deixando meus olhos em sua direção, perto o suficiente para que ele sentisse minha respiração. - Eu sou capaz de manipular a qualquer um, sem deixar vestígio algum. - Sentia meus olhos o penetrando. - Eu sou a Olívia,  o que eu tentei ser até hoje não combinou comigo e tudo que eu toco não parece ser obscuro o bastante para me satisfazer, e isso está ficando cada vez mais forte dentro de mim. - Me afasto do rapaz. As pessoas não entendiam no que eu havia em transformado, mas mais para além disso elas não conseguiam aceitar que a doce Olívia nunca fora tão doce assim. Ninguém acredita de fato em quem eu sou e no que eu sou capaz de fazer.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Dionisio R. Howard em Dom 22 Fev 2015, 19:21

I Feel Pretty
Senti a garota ao meu lado e então sorri enquanto observava a Lady e escutava suas afirmações. Não pude deixar de escapar uma gargalhada seca e então suspirei enquanto apoiava-me em meu cetro.- Onde está? Onde está a sua varinha? Cadê a varinha das varinhas? Pega-la eu poderia, mas possui-la, isso não, Olivia... Olivia, né? Você nunca esteve com a varinha e nunca esteve sobre o controle das suas emoções... você esteve a todo tempo iludida. Aprenda Olivia, nem tudo deve seguir o tradicional... eu sabia que a Lady iria atrás de seu artefato, só não contava com seu papai e seus ministeriais... ah se eles não tivessem ali.- Virei-me para e pisquei para Tiffany que entrava na sala.- Lista negra? Um bom começo... mas possuí bons motivos? Sugiro que faça-a depois que achar seu propósito, moça.
TIffany então começou a conversar com Olivia e eu percebi o astral de estranhamento e confronto entre as garotinhas. Alisei meu queixo e ajeitei minha cartola.- Ela não é minha filha, não tem sequer um traço meu...- rosnei para Tiffany. Eu odiava quando ela tinha aquela crises de garota mimada, mas achava fofo.- Bom, Tiffany, Olivia, Olivia, minha filha. Apresentações feitas, abaixem as bolas...
Sentei novamente na poltrona e refleti sobre os próximos eventos em Hogwarts. Um brilho então apareceu em minha pupila e uma agitação em meu cenho. Perfeito.
Olhei para as garotas como quem fosse devora-las em seguida e mordisquei minha luva.- Ambas são do mesmo ano? E querem ingressar na vida "negra" da coisa...- Gargalhei.- Então vocês possuem uma primeira missão: ir a Hogwarts.




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Re: Salão de Estar

Mensagem por Tiffany Ray Howard em Dom 22 Fev 2015, 20:00


Lar, terrível e amado lar
 
A loira revirou os olhos, enquanto Jack se mexia e comentava as coisas no ouvido de Tiffany, o que algo acabou chamando-lhe a atenção, um certo brilho surgiu nos olhos da garota, assim como um sorriso mais largo e irônico, ligeiramente provocante, olhou para a outra garota que seu pai havia apresentado como Olivia, um nome bonito, para uma garota bonita, se aproximou de Olivia, lembrou-se de quem aquela garota era, a filha do diretor, por que não se surpreendia?Tiffany já sabia exatamente o que iria fazer, o que a fez levantar uma sobrancelha, realmente estava ficando cada vez mais parecida com seu pai do que queria, mas também não era tão difícil, ver e ouvir os gestos de seu pai durante toda sua vida, ninguém esperava outra coisa de um Howard. Uma missão um tanto simples “ir a Hogwarts” era exatamente o que ela queria no momento, enquanto olhava para Olivia, seu “pacote” especial, encarou seu pai novamente e seu sorriso diminuiu, sua expressão foi substituída por uma mais ingênua e até mesmo gentil.

Olivia, você sabe o que está fazendo?Digo...  O que você quer provar para as pessoas?Que você não é aquela garotinha perfeita que todos imaginavam?Teve seu coração partido?É como se sua vida fosse uma completa mentira, mas, olha onde você esta agora, na casa de quem sua família diz ser o inimigo, você feriu seu pai, feriu sua família, deixou eles pra trás... Você ama alguém Olivia?Sente orgulho disso tudo? —Fala Tiffany entretida com o quadro da Lady Howard, com a expressão meio pensativa, aquilo tudo não fazia sentido para ela, se recusava a encarar seu pai, naquele momento ele deveria estar com vontade de queimar ela viva. —Você tem uma família que te ama Olivia, não estou sendo falsa nem nada com você, você tem escolha e está escolhendo o errado, não precisa provar nada pra ninguém, se não quer ser o que era antes, mude. —A garota completou dando de ombros, mas encarou os dois e suspirou, sorrindo um pouco. —Mas vai ser legal ter alguém pra conversar, se for ficar conosco, pode ficar no quarto do Augustus. —Tiffany sorriu para a outra garota, foi criada no meio daquele bando de gente louca, uma a mais ou uma a menos não fazia tanta diferença, talvez até que pela primeira vez, ela poderia até ser compreendida por alguém, queria ser simpática, mas queria deixar bem claro que aquilo não iria ser por muito tempo, Jack ria no ouvido de Tiffany aprovando seu pequeno discurso, a garota olhou para o pai. —Pai, ainda precisamos dos materiais e eu do dinheiro, pelo que eu saiba, ela é um ano mais velha que eu... —A Howard parou e olhou para Olivia. —Espero que isso não atrapalhe em nada, Olivia é um nome chato de ficar repetindo, vou arrumar um apelido pra você. —Virou-se novamente para o pai. —O que quer que a gente faça em Hogwarts?Duvido muito que a varinha apareça tão cedo...
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Dom 22 Fev 2015, 20:27


I've turned into a monster

De fato, eu precisava de alguns objetivos. Olho para a garota e aceno, educação eu tenho de sobra, misturado com um pouco de elegância e superioridade. Uma missão, ir a Hogwarts e ter que agir como se nada tivesse acontecido, me desculpar com meus pais, com meus amigos, voltar a ser a doce Olívia para mascarar a minha verdadeira vida. Só tem um problema, Charles. Suspiro me afastando de Dionisio e caminhando até o outro lado da mesa novamente, me apoio na cadeira aveludada. - Sou do sexto ano. - Respondo sem delongas, percebo que não vale a pena discutir com Dionisio, cedo ou tarde ele perceberá quem eu sou e de tudo que sou capaz. Olho para a garota, nunca a vi em Hogwarts antes, tampouco páro pra reparar a minha volta. - Presumo que se eu voltar, todos irão me perguntar o porquê de eu ter escapado contigo. - Fico olhando para o rapaz com uma expressão vazia. - Luch virá atras de você. - Finalizo.
Nós três nos fitamos, e eu fico me perguntando também aonde está minha varinha. a varinha de Liam é idêntica a minha, a não ser por ser alguns centímetro menor e a sua lealdade não pertencer a mim, sinto ódio me consumindo ao pensar com quem está a minha preciosa e o que devem estar fazendo com ela. Talvez nada, seja somente alguém pronto para devolver para meus pais, ou então talvez nem saiba que seja minha. - A propósito, quando você me puxou eu agarrei essa varinha aqui... É do meu irmão, que se quer saber... Não demorará para vir pro nosso lado. - Fiquei me perguntando de fato o que eu quis dizer com "nosso", isso me faz olhar fixamente para Dionisio e lembrar que ele não é só um homem maluco e perverso, mas o pior inimigo de meu pai. Sorrio ironicamente ao pensar em tudo que posso fazer voltando para Hogwarts. 

Ouvia as palavras da garota que não surtia efeito algum em mim, pessoas que me amam? Feri minha família? Quis gargalhar, mas minha expressão firme se manteve, poderia refletir o que a garota dizia, mas eu não tinha tempo para isso e não tinha o que refletir na verdade. No fim não aguentei e esbocei pelo menos um sorriso. - Tiffany, não? - Limpo a garganta mantendo a cabeça firme. - Essas coisas não funcionam comigo. - O silêncio pairou sobre o local, não confiava nas palavras gentis da garota, não estava ali para procurar uma amiga, mas nós duas sabemos que podemos ser úteis uma para a outra. - Vocês insistem tanto em saber sobre convicções. - Digo balançando as mãos como se estivesse de saco cheio daquele papo chato. - Minha convicção é que essa é a Olívia. Meu princípios? Tanto faz... eu quero matar, eu quero o poder, eu quero... - Minhas palavras soam tranquilas e psicodélicas. - Matar. - digo como uma garotinha pedindo por seu doce. - E se isso não for o bastante... Eu posso seguir sozinha. - Digo dando de ombros. - É estupidez  negar o que está bem a nossa frente. - Digo olhando para Dio.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Dionisio R. Howard em Qua 25 Fev 2015, 19:19

I Feel Pretty
Aquilo estava ficando divertido. A garota não estava em uma rebeldia e sim numa loucura passageira. Era o famoso eu filosófico. Eu sorria enquanto apoiava-me em meu cetro. - A última coisa que eu tenho medo é da fúria do Luch. Ele e os tiranos que o acompanham vivem nessa estorinha de vir atrás de mim a anos... olha onde estou.- Gargalhei e levantei da poltrona enquanto as garotas debatiam e se confrontavam. Eu suspirei e logo trouxe o cetro para o ar.
As garotas pareciam ter ciúmes ou alguma rixa e eu estava pouco me lixando para isso, apenas me incomodei quando Tiffany falou de Augustus. Suspirei e olhei para a garota. 
- Não tenho visto Augustus desde o jantar... onde está o bastardo?- Perguntei sem esboçar qualquer curiosidade e então Tiffany demonstrou mais um pouco da sua selvageria ao me cobrar na frente da visita. Rosnei e logo pus a mão dentro do sobretudo, retirando assim uma sacolinha de pano. Abri a sacolinha enquanto elas ainda conversavam e contei 5.000 galeões.- Desse jeito irei à falência.- Entreguei então os galeões a Tiffany.- Espero que dê... e sobre seu objetivo em Hogwarts... apenas ir a Hogwarts.- Sorri para a garota.
Sorriso este que logo desapareceu quando Olivia retomou a palavra. Escutei tudo e pressionei minha mão contra o cetro... " seguir sozinha", "matar"... aquela garota era uma patricinha mimada em confusão e logo se arrependeria. Eu não tinha paciência para falhas, precisava de um porto seguro. Gargalhei abafadamente.
- Verdade.- Olhei para uma parede e fiquei a observa-la.- Estupidez negar o que logo se ver a frente... mas sabe o que vejo? Uma garota mimada em conflito. Logo isso mudará, advinha o porque!- Sorri e então desenrosquei uma parte do meu cetro, abrindo um compartimento onde havia minha varinha e sacando-a.- Sabe, Olivia, eu sou quase um gênio...- Analisei a madeira da varinha.- Você deseja matar e ser cruel, mas não possui motivos... logo, eu os darei.
Gargalhei e então virei-me para Olivia apontando minha varinha para a mesma.-Imperio- O feitiço então tomou a mente da garotinha e sua pupila contraiu.- Sente-se!- Olivia então sentou numa poltrona.- Você será fiel a mim e logo me obedecerá. Irá me enviar todas as informações importantes em relação ao seu pai e tudo que descobrir sobre seus planos. Fará tudo que eu mandar e jamais contará a ninguém que obedece a mim e que foi amaldiçoada. Matará quando for preciso, ou seja, aqueles que desconfiarem de você ou investigarem suas mudanças. E se por acaso for obrigada a falar algo, matará-se antes de dizer a verdade. Será legal com seu pai e familiares, a Olivia de sempre e falsamente arrependida por ter tido atos rebeldes e ter embarcado numa viajem com os mercenários, mas uma Olivia que encontrou uma amizade, Tiffany, e resolveu voltar. Jamais irá me trair, tentar me atacar ou planejar algo, e quando começar a resistir à maldição, irá se cortar e avisar a Tiffany.
Logo encerrei o feitiço e sorri para Olivia. Suspirei e olhei para Tiffany.
-E você? Preciso repetir a ação?- Enverguei a cabeça;





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Re: Salão de Estar

Mensagem por Tiffany Ray Howard em Qui 26 Fev 2015, 00:18


Lar, conturbado e amado lar
 

A garota revirou os olhos quando ouviu a outra loira falando sobre aquelas coisas não funcionarem com ela, Tiffany apenas tentava fazer ela abrir os olhos por um segundo e ver no que estava se metendo, não era brincadeira, parecia que Olivia estava tentando brincar com eles, ou melhor jogar, mas Dio nunca seria seu peão e ela nunca conseguiria mover o mercenário para outra casa, seria realmente totalmente o contrario, aquela faladeira de Olivia era realmente cansativa “Eu quero”, “eu quero”, “eu quero”, ela deveria querer era tomar vergonha na cara e parar de ser mimada, Tiffany suspirou e permaneceu em pé, enquanto sua cobra descia de seu corpo e começava a perambular pela sala, mas ainda falava com a garota, caçoava da outra loira de uma forma que dava muita vontade de rir, mas a garota se controlou e permaneceu séria e voltou a encarar seu pai que lhe entregava os galeões de cara feia, parecia realmente furioso por um segundo, mas aquilo apenas a divertia, mas antes perguntando de Augustus, a garota fez uma pequena careta e fez que não com a cabeça.

Não o vejo desde o jantar, deve estar por ai, com a namorada professora dele... —Ao falar da namorada do irmão, Tiffany fez uma cara com um pouco de nojo e ao mesmo tempo de cansaço, falou tanto pro irmão que aquilo não iria dar certo, mas estava cego de amores, por isso, a garota se mantêm de coração frio e longe daquela coisa que ela tanto tinha nojo, o amor, muitas pessoas falariam que ela é mal amada por pensar daquele jeito, mas ela não se via feliz com um amor e muito menos amando alguém, suspirou quando seu pai falou sobre ir a falência e não pode deixar de rir baixo com aquilo. —Duvido muito pai. —Ela logo assente pra outra parte, viu seu pai sorrir, mas foi rápido, até ouvir a voz de Olivia, aquilo já estava sendo cansativo, ela nem precisava ouvir os pensamentos dos outros, mas sabia que seu pai estava pensando a mesma coisa que ela sobre a “visita”.

Tiffany não tinha expressão ao ver seu pai usando a maldição imperius em Olivia, mas ouviu atentamente o que ele dizia para a outra garota, dando suas coordenadas, engoliu seco em todas as partes que a incluía, mas não pode não revirar os olhos e bufar quando ouviu sobre ter que ser “amiga” da lufana, não saberia se aguentaria mais uns dias, iria se fechar completamente no seu quarto e foda-se o resto do mundo, mas parecia realmente muito fácil, quando Dionísio terminou, olhou para ela e perguntou se teria que repetir nela tudo aquilo, Tiffany fez que não com a cabeça, dando um leve sorriso.

Não pai, acho que já entendi tudo e sei exatamente o que fazer e não preciso de uma maldição para me controlar feito uma marionete. —Respondeu a garota, olhando para Olivia, enquanto Jack subia pela perna da garota e segurou o riso, esperando alguma reação da lufana com aquilo, não sabia se teria medo de cobras ou não, mas também não queria correr o risco de perder seu amigo, então estava preparada para tirá-lo dali quando fosse a hora.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Sex 27 Fev 2015, 21:59


I've turned into a monster



A varinha de Dionísio estava apontada para mim, mas eu sabia de certa forma que não era para me matar, sim... Eu sabia para o que era, mas não movi um músculo para tentar impedir porque era tarde demais. As palavras do homem ecoava em minha mente enquanto eu entrava em um transe completo. Aquilo que era voraz em mim ficara ainda mais convicto, tirando o fato de que o que eu achava que teria dificuldade para fazer, pareceu se tornar algo mais fácil, como enganar minha família, meus amigos e fingir estar arrependida. Sinto o ar gélido em meu pulmão e minha respiração um pouco pesada. Tudo perde o sentido para ganhar ainda mais sentido.


Saio do transe sentindo algo áspero enrolar em minhas pernas e quando olho para baixo vejo a cobra de Tiff subindo pelo meu corpo. Me dou conta de que não percebo o trajeto da cobra, nem o percurso da conversa de Dionisio e de sua filha, o que me faz pensar em muitas coisas, mas acima de tudo me faz revirar de ódio por dentro, um ódio misturado com honestidade e lealdade à família Howard, mas a sonserina ainda não descia pela minha garganta, mesmo sentindo que eu precisava ser sua amiga e que ela seria um grande apreço para eu voltar. Suspiro deixando meus ombros caírem. - Eu vou contar até três para você tirar esse animal asqueroso de perto de mim. - Mas não foi preciso, meu rosto estava ficando rubro de tanta confusão, quando a cobra se afastou. Mas ao mesmo tempo me senti mal por falar daquela forma com Tiff, parece que ela não merecia. O que parece na verdade é que parte da minha memória foi apagada ou substituída por algo, lembro-me de Dionisio com a varinha apontada para mim e só.


Caminho em sua direção e olho dentro dos seus olhos deixando uma pequena distância entre nós dois. - Entendo que você quer que eu seja leal Dionisio, talvez ainda não tenha entendido meus propósitos e não espero que entenda, afinal não estou aqui buscando terapia. - Meus olhar se mantinha firme perante o seu enquanto ondulações de hypnos se cruzava, entre os poucos centímetros que nos separavam. - Mas você não me fará mal algum, serei fiel a você, mas você será fiel a mim. - Dou um passo para trás encarando a garota que é mais baixa que eu. Muitas coisas se passam pela minha cabeça, pelo meu corpo, e por tudo que pode ser manifestado fisicamente e mentalmente, uma série de sensações e confusões. Ela me olha com desdém, por um segundo não me importo nenhum pouco porque ela não significa nada alem de um pedaço de carne pulsante, outrora eu sinto que ela pode ser útil, muito útil. - Vou me retirar, acredito que minha família precisa daquela Olívia novamente. - Meu olhar se mantém seco e frio. Sei que preciso manter a lealdade à Dionísio como uma promessa feita num sussurro, outrora sinto um pingo de sentimento oceânico invadindo o meu peito como se não tivesse sido uma boa ideia aliar-me a ele, mas não sei ao certo o que me faz sentir isso, contudo ainda prefiro ficar ao seu lado, porque sei que tenho muito a aprender e todo um potencial a mostrar. Enquanto olho para Tiff me pergunto seriamente como farei para manter um relacionamento saudável com a garota, pois não estava afim de me estressar com alguém, muito menos com a filha de Dionisio.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Dionisio R. Howard em Sex 27 Fev 2015, 22:22

I Feel Pretty
- Pare!- A minha voz ecoou antes que a garota saísse da sala. Algo bombardeava meu peito, um coração? Quem sabe. Mas eu não iria tolerar aquela saída... uma saída fria, uma saída vítima conturbada de alguém que apenas quis uma ajuda e um apoio. Eu, Dionisio, estaria indo de contra à minha própria história?
Lembrei do garotinho abatido pelos interesses dos grandes, traído pelos mais próximos... a vítima Dionisio.... aquele que confiou demais e foi apunhalado e que agora repetia a mesma coisa com a garota. Ela não era uma mimada, algo me dizia... ela era uma amiga e isso ficou claro na sua tentativa falha (devido à maldição) de me hipnotizar em que ela apenas pediu fidelidade. Tirei a cartola.

- Descul... descul... Desculpa.- Disse olhando para o chão e sentindo vergonha (?). O que estava acontecendo comigo? Eu era um monstro e não um homem, ela deveria estar morta... mas eu eu sei o que vejo naqueles olhos azuis, eu vejo uma perdição encapsulada por uma falsa resistência. Sorri para a garota, o meu primeiro sorriso verdadeiro a anos. Apontei minha varinha para a mesma.
-Espero não me arrepender. Temos um quarto para você e iras embarcar com Tiffany, Dio... Olivia.- Minhas mãos tremias e uma lágrima escorreu pelo meu rosto. Era eu com os meus dezessete , uma vítima de tiranos que optou para o mal para sobreviver.
Claro que nossas estórias eram diferentes, mas cada um possui sua razão  e esta deve ser entendida. Suspirei.-Finite Incantatem!
Andei em direção a Olivia e logo lhe dei um abraço. Não era ela que eu abraçava e sim sua vontade, eu abraçava a mim mesmo.- Bem vinda à família.- Tirei do bolso novamente a minha sacolinha e entreguei-lhe três mil galões.-Compre seus materiais... Agora... agora... eu... preciso... ir.
Dei as costas para a garota e logo baguncei o cabelo de Tiffany ao passar pela mesma, mas assim que cheguei na porta, parei e rosnei.
- Olivia, espero não me arrepender... hoje te acolho como uma filha e protegida, você ganhou um valor... não vacile ou conhecerá  o lado de um apunhalado.- Suspirei.- Howard, desfaça qualquer um dos seus planos com a Olivia ou eu faço picadinho de cobra.
Saio do local pela porta enquanto coloco minha cartola.





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Re: Salão de Estar

Mensagem por Tiffany Ray Howard em Sab 28 Fev 2015, 00:32


Lar, conturbado e amado lar
 

Tiffany não gostou nenhum pouco quando Olivia chamou Jack de “animal asqueroso”, ele era mais gente do que muita gente por fora, era o único que ela poderia contar tudo e sem ter medo de traição, a cobra logo se afastou e se enroscou na perna de Tiffany enquanto a mesma fitava a cena de seu pai abraçando a outra garota pedindo desculpas, chorando e a abraçando, dizendo boas vindas e no final ameaçando sua filha, saindo da sala logo em seguida, enquanto a loira tentava entender aquilo tudo, sentiu algumas lágrimas escorrendo pelo seu rosto, anos e anos naquela casa, fazendo de tudo para fazer seu pai sentir orgulho de a ter como filha, sentia um ódio tão grande dentro de si, a cobra desceu da perna de Tiffany enquanto encarava Olivia, fazendo um barulho realmente agressivo, enquanto a sonserina pegava sua varinha e se aproximava da lufana, colocando sua varinha no pescoço de Olivia, encarando-a nos olhos, suas testas quase colavam-se por causa da aproximação.
 
O que você fez com ele?—Perguntou Tiffany tentando manter sua voz firme, mas saia em um tom misturado com sua vontade de chorar, ela não gostava de ir a pontos extremos, mas sua raiva era tanta, que queria arrancar a cabeça de Olivia como se fosse rolha de champanhe junto com a de seu pai, fazendo uma festa logo depois pisando na cabeça de ambos até fazer o cérebro deles parecerem gelatina, varias cobras começaram a aparecer de buracos e entradas da sala, fazendo que o barulho que antes era só de sua píton fosse duas vezes mais alto, como um coro de cobras, a maioria delas se aproximava de Olivia passando pelos seus pés. Você não sabe como é a vida nesse lugar, não sabe o que não é ter ninguém, sua patricinha mimada...Tiffany deu uma risada, estava realmente perdendo seu tempo ali, as cobras foram saindo da sala aos poucos, ela suspirou e se recompôs, guardando sua varinha e agachando-se esperando Jack subir em seu braço e passasse em volta de seu pescoço, ainda sentia raiva, mas já sabia o que iria fazer, apenas esperaria para voltar a Hogwarts. —Certo Barbie, o que quer?—Tiffany pergunta se jogando na poltrona de seu pai, olhando para o quatro do conde e lady Howard, suspirando forte e se encolhendo, enquanto Jack tentava acalma-la e sentia as lágrimas escorrerem, por sorte, estava de costas para a lufana então felizmente não teria nenhuma pessoa vendo aquilo, até que não seria tão ruim, não teria que se preocupar com mais nada.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Sab 28 Fev 2015, 08:22


I've turned into a monster


"Pare..." Aquela palavra ecoava em minha mente enquanto estava de costas para Dionisio e Tiff. O silêncio se instalou pelo local deixando somente o ar gélido do castelo obscuro dos Howard, mas aquilo de forma qualquer parecia confortável, mesmo com uma vontade absurda de ir embora e tentar encontrar o meu caminho, esse que há instantes atrás eu já havia escolhido. "Des..." o homem gaguejava um pedido de desculpa enquanto eu girava lentamente o meu corpo para olhá-lo nos olhos, Dionisio estava com a cartola na mão e com a cabeça baixa, pedindo desculpa. Ele murmurava algumas palavras que pareiam um pouco desconexas devido à minha vontade de ir embora daquele lugar. O que? Agora eu tinha um quarto? E iria embarcar com os Howards para Hogwarts? Não fazia sentido algum, abri a minha boca e fechei sem dizer nada, ele me deixou sem ação aparente, eu não conseguia entender o que estava acontecendo, minha mente estava confusa. Então ele apontou novamente a varinha para mim e eu segurei a minha com força, mas era tarde demais, não pude reagir novamente.


Aos poucos minha mente foi deixando de ser uma grande bola de fio em conjunto e se delineando, as coisas estavam ficando mais claras e a vontade também, e embora eu soubesse o que fazer existia uma linha tênue entre ir embora e ficar, mesmo que fosse por um breve período qualquer um do dois. Uma coisa não mudou, minha lealdade à Dionisio. Ele caminhou em minha direção enquanto eu permaneci imóvel, seus braços envolveram meu corpo me levando à uma sensação de aconchego família, aquele que sempre tive em minha casa, mas por ora era tão diferente desse. Ao sentir os dedos finos de Dionisio tocando minha pele, era como sentir o doce toque da escuridão de um coração ferido pelas instâncias vividas, vívidas e divididas. Senti uma gota morna tocando meu ombro e ao ver o rosto do homem de afastar, percebo as lágrimas que ele lutava para esconder, mas era uma guerra que ele não poderia ganhar. "Bem Vinda à família". Ele se afasta jogando galeões para que eu possa comprar meus materiais, eu não consigo falar nada, mas também não consigo demonstrar afeto, embora meu coração esteja se remoendo, então descubro que ainda tenho um coração.


Ele parte deixando Tiff magoada e a mim totalmente confusa. A garota se aproximou de mim com fúria colocando sua varinha em minha garganta. O que fazer? Eu poderia hipnotizá-la, poderia quebrar a varinha dela em duas, poderia acabar com a raça dela se eu quisesse, mas eu não poderia fazer nada daquilo por dignidade. Ela é uma garota que sofre por ver o pai dando atenção a outra garota que mal conhece, que chegou em seu lar roubando o pingo de atenção que ela tinha. Respiro com calma sabendo que aquilo não iria durar e assim se faz. Ela se afasta e o que eu consigo sentir no local além de tensão, é mais choro. Ela fala como se tivesse um nó em sua garganta que a impedisse de flutuar com as palavras. Não posso afirmar seu choro, mas pelo modo que se esconde é certo. As pessoas tem mania de achar que o choro é sinônimo de fraqueza. Tiff me odiava? Ela me chamava de mimada, e tentava me ofender, mas o mimo que ela queria receber eu já estava sufocada. - Não posso fazer você gostar de mim e não tenho como provar que não sou a Barbie que você pensa. - Digo com o mesmo tom de voz. percebo nesse momento que estou aprendendo a lidar com meus sentimentos, que estou parecendo ser uma pessoa fria e isso é ótimo para quem quer tomar o rumo que eu quero seguir. - Mas não ficarei aqui, seguirei com o plano de seu pai e voltarei para minha casa. - Ela já parou pra imaginar que enquanto ela pode ser quem ela é eu tenho que ficar fingindo ser alguém? Que eu nem ao menos tenho o direito de ser uma pessoa livre? Jogo meus galeões para ela agora olhando-a de frente e vendo as lágrimas em seu rosto. - Toma, não preciso disso... pode ficar pra você. - Digo olhando-a fixamente. - Eu não quero nada Tiff, nada de você. Aquilo que você quer... Eu quero me ver longe. Eu não estou aqui para roubar o que você tem, eu estou aqui porque todos vocês de alguma forma sabem como eu me sinto, com o peso do excesso de libidinização e pulsão da nossa sociedade bruxa. Eu quero ser eu mesma. - Dessa vez meus olhos estavam cristalizados pelas lágrimas que não caíram. - E você, o que quer? - Pergunto por fim.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Tiffany Ray Howard em Sab 28 Fev 2015, 17:16


Lar, conturbado e amado lar
 

Ouvia as palavras de Olivia enquanto secava suas lágrimas e voltava a ficar calma, com uma expressão fechada e de poucos amigos, deixou os galeões que a outra garota jogou para ela de canto, não precisava daquilo, tentava entender o motivo do discurso de Olivia e o ponto que ela queria chegar, suspirou enquanto encarava a outra garota, sua cobra não parava quieta nenhum minuto, mas parou enrolada em volta a perna de Tiffany, o que seria bem incomodo na hora de levantar da poltrona, não acreditava no que estava ouvindo, tentava imaginar o que se passava pela mente de Olivia naquele momento, mas revirou os olhos e pensou em um jeito de responder a pergunta da outra garota, levantou uma sobrancelha e franziu a testa, ela estava tentando chegar onde com aquilo, Tiffany então tranquilizou um pouco sua expressão e deu um sorriso fraco, via que a lufana estava quase chorando também, realmente não sabia onde estava se metendo, via Olivia como uma garota que estava indo atrás do que achava que queria.

Eu?Eu quero alguém que possa confiar... —Respondeu Tiffany meio perdida em pensamentos, por um momento lembrou de sua prima Sophie, a qual não havia conseguido ajudar e foi levada por um comensal, talvez a única pessoa que a garota achava que poderia realmente confiar, nem mesmo Augustus que havia crescido com ela chegou a confiar totalmente, acabou abandonando-a também e lá se foi seu motivo de rir e também de alguém irritantemente grudento. —Não te odeio, só não gosto de ver alguém que tem de tudo, jogar tudo fora pra isso... —Disse a garota parando para ouvir o silencio da mansão e olhou para baixo por um momento. —Sabe Barbie, não me importa quem você seja, não consigo entender o motivo de ser quem você é, é vir parar no meio de um bando de bandidos, assassinos e mal amados... Não sabe a cova que está cavando... —Disse agora fitando os olhos de Olivia. —Mas já que você quer tanto isso, acho que temos que comprar nossos materiais e torcer pra que dê tudo certo, fique aqui até as aulas voltarem, pelo menos meu pai esquece da minha existência, Barbie é o seu apelido por causa do cabelo loiro e os olhos azuis, não por causa da sua família ou o que tem.—Disse Tiffany já olhando para a cobra e a mesma descendo de sua perna e saindo pela porta, o que fez a sonserina franzir a testa sem entender.

Tiffany queria que Olivia entendesse o seu modo de ver e também que desistisse daquela história toda de querer matar, matar e matar, mas também que a garota percebesse que não a odiava e também não fazia a mínima questão de fazer amizade com a lufana se não quisesse, mas não deixaria o plano de seu pai ir por água a baixo, sabia que de uma forma ou outra as duas tinham que ter algum contato e que no final das contas, as duas mesmo tentando esconder, tinham um coração, como todo mundo.
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Olivia C. Collin Drac em Sab 28 Fev 2015, 18:52


I've turned into a monster



eu entendo o que Tiffany quer dizer e entendo também que ela tem receio de eu acabar sentindo falta da minha vida antiga e querer voltar, mas eu não vou eu já decidi o meu caminho, mas eu não vou explicar isso pela milésima vez a ela.  Sinto a dor em suas palavras, mas sinto também certa sinceridade em tudo aquilo que ela diz. A cobra parece meio ofendida comigo, mas o olhar disse que fora capaz de me perdoar se eu me comportasse bem, eu não quero inimigos desse lado, não quero, sei também que quando voltarmos à Hogwarts todos irão acreditar no meu arrependimento, que irão me acolher como a filha que teve um surto, mas irão me acolher naquele inferno astral novamente. Sei também que terei de me controlar para não atacar mais ninguém, que as pessoas vão me provocar, que elas vão falar mal de mim e continuar fazendo o que sempre fizeram, desse modo eu terei de ficar calada, aguentando tudo como a velha e doce Olívia sempre fez. Seria bom ter uma amiga para compartilhar isso tudo, não seria? meus olhos continuam, fixos em Tiff quando sinto as lágrimas secarem, mas a minha voz soa abafada com aquele nó na garganta de quem luta contra os sentimentos.


- Se eu te explicar você nunca vai entender... O que você quer eu rejeito. Só isso... Passei a vida encapsulada pela perfeição, pela calma, pelo equilíbrio e eu não sou assim Howard. Eu não posso te explicar porque eu quero matar, mas eu tenho vontade. - Dou de ombros, não quero começar uma nova discussão. - Esse lado de bandidos e mal amados que você chama, é o lugar que eu encontro o aconchego de poder ser quem eu sou. O lugar que eu pertenço de alguma forma. - Minha voz falha. Sim, esse é o meu lugar. - No meio de pessoas feridas. - Completo piscando forte para não deixar a cristalização dos meus olhos virarem lágrimas. Eu não quero voltar para Hogwarts, eu não quero ter que passar por tudo que já passei, mas esse é o meu dever. Então o leve convite de Tiff vem para que eu fique e possamos ir comprar nossos materiais, um sorriso sincero surge em meu rosto, tanto eu quanto ela somos garotas quebradas, mas uma por excesso de proteção e zelo e a outra pela falta disso. 


Barbie será o meu apelido, rio passando a mão pelos olhos. E levanto levemente meus braços oferecendo à garota um abraço, levantando a bandeira branca entre nós e ao mesmo tempo um ombro amigo e uma amiga, alguém com quem ela possa contar. Eu não conseguiria falar isso, mas ela entenderia quando eu tocasse seu tronco pequeno, acho que poderemos fazer um belo trabalho juntas. 
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Re: Salão de Estar

Mensagem por Tiffany Ray Howard em Dom 01 Mar 2015, 15:56


Lar, conturbado e amado lar
 

Tiffany assente com o que Olivia dizia, seu olhar estava meio vazio, ao contrario dos da lufana, que parecia um pouco emocionada com tudo aquilo, parecia que iria chorar na primeira oportunidade, quando a mesma estendeu os braços, fez com que Tiffany não compreendesse de primeira, mas quando entende sorri minimamente e hesita um pouco, aquilo era tão estranho, mas abraçou a lufana rindo um pouco, aquele era o momento mais estranho que a garota poderia ter imaginado passar, a poucos minutos queria arrancar a cabeça da outra fora, mas agora parecia que eram melhores amigas, ter alguém do lado não é ruim, um ombro amigo, Tiffany sentia que poderia experimentar isso pela primeira vez.

Certo Barbie, sem choro por favor... —Diz Tiffany rindo um pouco e se afastando da loira, fazendo uma careta meio boba e pegando os galeões que seu pai havia jogado, sorrindo largamente e pegou a loira pelo pulso sem força e sem pensar, mas não se importava com aquilo no momento. —Acho que temos que comprar os materiais. —Ela comenta rindo e começando a andar até a porta para a saída da sala, olhando para Olivia por um momento, mas necessariamente para os cabelos loiros dela. —Seu cabelo iria ficar muito foda colorido, eu tenho muitas tintas, se quiser depois, pode ser algo significando sua mudança, você está de volta e arrependida, mas com os cabelos coloridos, como se isso mostrasse que ainda não é a Olivia que eles queriam, não vai estragar o plano e vai ficar bonito. —Disse a sonserina, já pegando seu casaco e saindo do local com a loira.

Tiffany saiu do local, puxando Olivia pelo pulso.
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Re: Salão de Estar

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