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Sala de interrogatório

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Sala de interrogatório

Mensagem por The Holy Death em Sex 05 Dez 2014, 14:18



Interrogatório

Uma sala escura, úmida e retangular que tem como único item uma cadeira no centro.


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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Dementadores em Sab 06 Dez 2014, 23:36

Gritos e exigências de morte eram escutados em Azkaban enquanto o dementador acompanhava Luch até a sala de interrogatório. No caminho houveram duas ocorrências de corpos mortos sendo levados por outros dementadores, porém o guarda que guiava o professor sequer pareceu vê-los, chegou então na sala de interrogatório e deslizou a mão no ar fazendo a porta se abrir.
-Entre!- Disse a voz abafada colocando-se atrás do professor. 
Assim que Luch adentrou na sala o homem fechou a porta por fora e seguiu em direção a cela X01 onde pegaria a prisioneira. Saio do local.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Dementadores em Sab 06 Dez 2014, 23:51

A noite passava por Azkaban juntamente com o trio de dementadores e a prisioneira Ocean. A porta da sala do interrogatório então foi aberta e o trio colocou a mulher na cadeira, acorrentando-a pelos pés, braços e pescoço. Em seguida enrolou uma corda em seu tórax e deu um leve beijo na mulher, tirando um pouco de sua confiança. Direcionaram-se então em direção a Luch.
- Cuidado, essa ai nem sabe falar direito! Se algo acontecer, boa sorte! Volto daqui a quinze minutos!- Disseram os dementadores antes de sair pela porta e fechando-a. Os dementadores saíram do local.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Ocean Frida Lux em Seg 08 Dez 2014, 22:49



Estava há meses trancafiada naquele lugar. Raramente me levavam comida ou vestes limpas. A água era servida num pote, como se eu fosse um animal selvagem, sem direitos e deveres. Ou melhor, meu único dever era sentir dor, ter minhas raras lembranças sugadas pelos vastos dementadores que passavam pelo local.
Uma nova diretora, uma nova Azkaban. A prisão estava sendo reconstruída, tendo seus cômodos expandidos, com locais mais detalhados e uma grande separação entre os adultos e os que eram menores de idade. Crianças? Azkaban estava prendendo os jovens bruxos que abusavam de suas habilidades, que teimavam em caminhar para o lado considerado ruim.
Dementadores me tiraram da X01, jogando-me na sala usada para interrogatórios. Meu corpo foi jogado contra a cadeira e logo senti as correntes me prenderem, além da corda. Abaixei a cabeça, apoiando os dedos em minha pele, logo ouvindo murmurinhos irritantes dentro da sala. Estava presa novamente, com tantas correntes que mal conseguia respirar. Mordisquei o lábio inferior, respirei fundo e lambi os lábios. Não entendia o motivo de ser tratada daquela maneira enquanto os outros tinham regalias. Continuei olhando para baixo, fechando os olhos, cantarolando. O lento e delicado som saia de meus lábios, como um canto de sereia.


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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Luch Cancheski Drac em Ter 09 Dez 2014, 15:02



Aquele ser ridículo e cheirando a morte me acompanhou pelos corredores de Azkaban ao que eles chamavam de Sala de Interrogatório. Eu, como sempre, tinha minhas dúvidas sobre o fim desse meu "passeio" às dependências da Prisão. A qualquer momento eu poderia ser jogado em uma cela bem funda e eles poderiam simplesmente dizer que houve um motim com uma vítima fatal, no caso eu. Mas não poderia ficar pensando muito sobre isso ou não conseguiria me concentrar sobre o que perguntar à tal prisioneira X01, um nome misterioso para um ser tão misterioso quanto. Pela descrição do Ministro eu encontraria um monstro naquele lugar, que mal sabia falar ou se expressar, mas eu realmente não sabia o que esperar. Precisaria ver para crer.

Ao chegar na sala havia uma cadeira vazia e um dementador me acompanhava, estático em frente a porta sem dar um pio ou mover um músculo, se é que aquelas criaturas possuíam algum tipo de tecido como o nosso ou então fossem feitos de puro ódio e desilusão. Caminhei pelo lugar e toquei nos aparatos quase de tortura. Uma cadeira cheia de cordas para pessoas com certeza muito perigosas. Alguns minutos de espera já me deixavam impacientes quando trouxeram enfim a prisioneira. Uma mulher bonita, jovem e acima de tudo, muito maltratada. Meus olhos se arregalaram ao ver o estado de abandono e acredito que minha expressão não poderia ficar mais séria para os dois dementadores que traziam a mulher quase arrastada. Colocaram-na na cadeira e se afastaram após prender cada parte do seu corpo. Será que aquela menina realmente era tão perigosa quanto faziam parecer? E será que ela saberia mais sobre a minha maldição?

O trio de carcereiros tiraram mais um pouco da energia vital da garota e se retiraram. Voltariam em quinze minutos e me desejaram sorte. Ou seja, não contaria com a ajuda de ninguém caso o interrogatório saísse do controle. Ainda mais considerando o fato de eu nem possuir mais qualquer habilidade mágica. Assenti com a cabeça e ajeitei o paletó, esperando as criaturas de trevas saírem, trancando a porta. Me aproximei devagar da mesa entre mim e X01. puxei a cadeira e lentamente me sentei. Coloquei as duas mãos sobre a mesa e em silêncio encarei os olhos profundos dela. Tentava entender como começar, o que dizer, como fazer ela me entender. Não tinha muitas opções além de... falar.

- Eu... não sei se a senhorita sabe quem eu sou. Nem sei se você pode me compreender, mas eu gostaria de falar a minha situação e que, se possível me ajudasse... - Segurava as duas mãos e mexia na unha da mão esquerda com a ajuda da mão direita. Olhava a mesa e os dedos entre cada troca de olhares com a prisioneira. Pigarreei e cocei os olhos antes de retomar a conversa - Olha, você ou um de seus... companheiros... lançaram uma maldição em mim. Uma maldição que roubou todo meu poder mágico. Me tornei um inútil, praticamente um aborto. Estou tendo pesadelos com lugares estranhos, pessoas estranhas, ameaças à minha família e aos alunos de onde eu so.. digo, era Diretor... Moça, se você souber o que fazer para me ajudar. Por favor faça! Eu te ajudarei com o que precisar!


Me levantei e levei uma mão ao rosto. Não conseguia entender se ela estava entendendo. Aquela expressão, aqueles olhos, aquela mulher era um boneco praticamente sem vida ali. Ainda mais sendo tão mal tratada pela Direção do lugar era óbvio que não quisesse contribuir mesmo que entendesse. Se ela sabe o que aconteceu ela também pode ter medo dos que ordenaram isso, até porque duvido que ela tenha inventando de acabar com minha vida por conta própria. O que eu faço da vida? Se ela fosse uma vítima também, precisava de ajuda tanto quanto eu e isso talvez eu pudesse negociar.

- Você é uma jovem com muito a viver. Não deveria ficar sob essas ruínas que chamam de Prisão. Eu posso intervir por você, te dar uma vida nova, se você tiver informações importantes de alguém que te ameaça eu posso juntar pessoas de confiança para te proteger e juntos podemos acabar com todos os culpados! - Disse apoiando as mãos sobre a mesa e abaixando próximo da prisioneira. Eu tinha uma fina luz de esperança na voz e no rosto, mas ela estava se apagando a cada segundo sem resposta. - Eu tenho três filhas e uma esposa e não quero que elas passem por nada de ruim. Eu posso te ajudar como ajudaria minhas próprias filhas... 

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Ocean Frida Lux em Sex 12 Dez 2014, 11:41



Ouvi uma voz suave, mas ao mesmo tempo rouca. Um homem estava ao meu lado, dizendo coisas que talvez eu não conseguisse compreender muito bem. Ele falava de família, maldição, liberdade. O que era uma família? Uma palavra quase desconhecida em meu curto vocabulário. A única coisa mais próxima de família que eu tinha era a lady. Pensei ter ouvido passos apressados, mas era apenas o meu coração pulsando em meus ouvidos. O homem pedia de forma calma — mas demonstrando desespero — para que eu o ajudasse. Talvez sentisse pena daquele pobre professor, mas eu era a culpada. Culpada por servir a uma força maior. Girei lentamente a cabeça, olhando fixamente para Luch. Redirecionei meu olhar para o teto, depois para as paredes e assoprei.
Consigo entender o que diz. Mas não saber explicar muito. — mexi o corpo, tentando me soltar das cordas. Cerrei os dentes e comecei a me debater, me mexendo de um lado para o outro, sacudindo a cadeira. Respirei fundo, pendendo a cabeça para o lado e voltei a olhar para Luch. — Posso tirar. Posso seu poder fazer voltar.
Levantei a cabeça, pendi a cabeça para o lado e respirei fundo. Não conseguiria tirar a maldição de Luch se continuasse presa. Não podia.
Tirar eu não posso se mãos amarradas continuarem. Minha dona... Disse que professor viria. Você. — esbocei um largo sorriso e depois a expressão fria e sem vida voltou a se instalar em minha face. Respirei fundo, olhei para as correntes e voltei a me debater. Jogava o corpo para os lados, gritando, me jogando contra a mesa. Pensei ter visto sua luz tremulando na janela, mas eram apenas meus olhos refletindo meu desespero.  — E sozinha eu vagarei, pela água negra... Água negra... sangue coagulando... — cantarolei baixinho,

Voltei a me sacudir, mais forte, mais rápido, sem parar. Cerrava os dentes, franzindo o cenho, gritando e gritando. A cadeira em que eu estava tombou para o lado, fazendo meu corpo bater contra o chão. A corrente em meu pescoço começou a me sufocar, as cordas me machucavam, mas eu não podia revidar. Não tinha uma varinha, eu não podia me soltar. Sentia o ar sumir cada vez mais de meus pulmões. Revirei os olhos, gritei e olhei lentamente para Luch.
Ajuda... me... — fechei novamente os olhos, respire fundo, tentando não desmaiar. Minha cabeça doía muito, eu estava fraca, faminta, com muita sede. Meus lábios estavam rachados, as olheiras eram perceptíveis, e a pele estava suja. Dobrei os dedos dos pés, sem forçar para me sacudir, então apenas fiquei deitada, tentando respirar devagar, tentando não morrer.




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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Luch Cancheski Drac em Sab 13 Dez 2014, 08:21



Oh! Ao menos a mulher me compreendia, ou melhor, compreendia meu idioma. A sua forma de falar era engraçada e suas falas eram confusas, não a compreensão da pronúncia, mas o entendimento de seu conteúdo. Eu tentava ficar focado e com o raciocínio preparado para decifrar qualquer enigma que suas falas possam conter, afinal tudo isso parece um grande quebra-cabeças que apenas esqueceram de me deixar um molde, mas para a minha decepção pareciam ter pontas soltar demais até para dar um nó. A prisioneira falava sobre uma possível dona que sabia do que iria acontecer, inclusive minha vinda... Será esta "dona", a responsável pela minha maldição? E por que ela esperava tão ansiosamente pelo meu encontro com a X01? Bem, o que importava no momento era o fato a mulher na minha frente confirmar que pode sim reverter o processo, me concedendo os poderes de volta.

- Ok, façamos assim então... Você me ajuda e eu te ajudarei. Eu farei com que seja liberta daqui. O que me diz? - A tal prisioneira parecia agitada, querendo se soltar, mas será que isso era realmente uma necessidade física ou ideológica, psicológica e etc? Ela falava palavras sem sentido e se balançava em sua cadeira para frente e para trás e para os lados. Continuou com esses movimentos até que o móvel tombou junto de seu corpo. Para meu espanto, a corrente prendendo seu pescoço ficou esticada e começou a sufocá-la. Um acidente ou tentativa de suicídio? Apenas sei que além de uma vida em risco ali estava a minha liberdade em jogo... Corri até ela e a levantei rapidamente, impedindo que se sufocasse. A mulher estava sem ar, mas felizmente iria se recuperar. Eu não tinha mais muito tempo. Coloquei as duas mãos sobre o encosto da cadeira de X01 e sussurrei próximo dela - Olha, eu não tenho mais muito tempo... Em breve os dementadores virão e vão te torturar novamente e eu acabarei saindo de mãos abanando... Então vou te dar uma oportunidade... Mesmo indo contra todos meus princípios. Se me curar, eu te ajudarei a se soltar e poderia deixar você... me sequestrar e me levar até sua líder, se assim quiser... Como um presente para ela. Será que ela gostaria? Ou então posso te abrigar em algum lugar para que se esconda... é a sua chance! Mas por favor, eu preciso voltar para a minha família e preciso me curar, então me ajude...

Se ela tinha o segredo para tirar a maldição e tinha uma dona, então havia mais organização dentro desse grupo de ataque do que parecia. Seja quem for por trás disso tudo era impossível acreditar que o Ministério ou Azkaban conseguiriam arrancar essas informações dos prisioneiros já que não conseguiram até agora, mas quem sabe eu não consiga por conta própria se tiver um desses prisioneiros sobre minha confiança? Ela parece maltratada não só pela prisão, mas pela vida e talvez um ombro amigo seja tudo que precise para quebrar a rigidez do controle sobre sua vida. Eu estava apostando alto, poderia acabar morto ou preso, mas era um risco a se correr. O que importava de verdade era retirar a maldição e o que viesse depois eu resolveria em seu devido tempo.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Ocean Frida Lux em Ter 30 Dez 2014, 14:21


Meu coração estava acelerado, os meus olhos se tornaram ainda mais vagos e o sangue parecia esfriar. O homem me ajudou a sobreviver naquele momento, mas talvez tenha feito apenas por precisar da minha ajuda. Virei o rosto para o lado enquanto o ouvia falar. O professor parecia desesperado, necessitando rapidamente que retirassem a maldição. Pendi a cabeça para o lado, fechei os olhos e as lágrimas começaram a escorrer até minhas bochechas.
Por que eu o ajudaria? Não pode tirar o oceano de dentro da grande prisão. Mas ele está agitado lá fora, e eu posso sentí-lo. — respirei fundo, continuando com os olhos fechados, enchendo cada vez mais de lágrimas. — Mentira. Todos vocês mentem. Não vai me ajudar a sair, quer apenas salvar sua vida, ter suas habi... Não a palavra, mas a aprendi faz pouco tempo. Eles machucam, pressionam, correntes enforcam o oceano. Querem tirar a água do oceano.
Comecei a me balançar novamente, abrindo os olhos e gritando. Cerrei os dentes, olhando fixamente para os olhos do professor. — Vão me secar. Estou evaporando aos poucos.
Abaixei a cabeça, olhando fixamente para o chão, me desmanchando em lágrimas. Não conseguia parar de chorar e soluçar. — Adurna reisa!!! Erga-se! Água... eu querer água. A boca seca está há muito tempo...
Respirei fundo, tentando me manter acordada, pensando no que iria acontecer. Minha cabeça doía, como se pudessem invadir minha mente e me torturassem lentamente. Fechei os olhos por alguns minutos e depois os abri.
Um pacto. Ocean quer um pacto. Não deixará o oceano morrer, e então as águas do oceano lavarão a sua alma e o seu sangue. Mas é preciso à segurança, a vida. Ou o oceano morre,  e sangue de diretor, também.
Passei a ponta da língua nos lábios, tentando umedecer, desejando aliviar a sede que estava sentindo. Tossi, arregalando os olhos e olhando novamente para o chão.
O lugar parecia começar a girar, minha mente estava cada vez mais confusa, talvez a fome e a necessidade de entrar na água estivesse me destruindo. Precisava acabar com a sede, mas não havia um copo de água se quer na sala. A água para mim era como uma poderosa fonte de energia, pois ela aliviava minha mente, me dava forças para levantar e continuar lutando. As águas de um antigo mar me salvaram. O meu oceano interno e profundo me salvou, afinal, todos nós temos o nosso oceano.




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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Luch Cancheski Drac em Ter 30 Dez 2014, 17:41



Palavras sem sentido, era tudo que eu conseguia ouvir saindo dos lábios desta prisioneira. Com certeza eu não poderia confiar em uma possível comensal da morte. Ela podia não ter uma capacidade cognitiva tão elevada, mas se fazia parte de um grupo como a Irmandade, então tinha noção suficiente para fazer o mal em sua forma mais pura. Nunca em minha vida pensei que acabaria desesperado a ponto de negociar com terroristas, mas eu sempre estou aprendendo mais e mais sobre o mundo e até onde vai minha paciência e amor. Eu poderia escolher morrer em breve ou morrer depois, porque era isso que acabaria acontecendo comigo se eu aceitasse qualquer tipo de acordo vindo das trevas. - É óbvio que posso te tirar daqui, mas eu não tenho feitiços nenhum e não posso dar uma de rebelde que enfrenta a lei e explodir um caminho para nós. Eu me sinto um aborto! - Reclamava esbravejando, mas a mulher sempre mantinha seu tom de voz baixo e ao mesmo tempo assustador, como o mar ameaça o náufrago na imensidão do oceano. Será que suas palavras são charadas, assim como todo o pesadelo a que fui submetido durante todo esse tempo? Eu estava tão próximo de acabar com as chagas que me acometiam, mas precisava me concentrar mais do que o normal se quisesse que tudo acabasse bem.

Uma coisa eu entendi, ela precisava de água ou tinha uma forte ligação com o oceano, o mar, essas coisas. Será que tinha uma família que sobreviva das águas? Pescadores talvez... - Eu não tenho água aqui para você, mas eu prometo arranjar um copo d'água com os guardas antes de ir embora... - Não importava agora, mas importaria no momento que eu saísse daqui e iniciasse uma busca pessoal sobre as origens dessa mulher. Talvez para ela fosse óbvio minha impaciência que se construía com o tempo. Eu reagia com pés inquietos e mãos nervosas que mexiam no dedo uma da outra. A mulher parecia buscar uma forma de falar algo com sentido e com certa dificuldade começou a construir frases mais entendíveis. Ela dizia sobre um pacto e isso fez os meus pêlos se ouriçarem em temor. Pactos são a última saída par uma pessoa de bem e mesmo assim podia ser melhor dar à vida do que se corromper pelas melhores soluções. Enquanto minha vida fosse a única coisa em jogo eu tomaria muito cuidado com o que faço. Preferia morrer ao colocar a vida de outra pessoa inocente no fogo cruzado e trabalhar para as trevas era a última alternativa, sem dúvida. - Entendo que quer garantias e darei as garantias que estiverem dentro da minha moral. Não me rebaixarei a fazer algo que vá contra meus princípios para salvar minha pele, então cuidado com o que pede ou realmente nós dois morreremos e você não quer isso, quer? - Ergui uma sobrancelha e caminhava pelo lugar, sem tirar os olhos de Ocean.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Ocean Frida Lux em Sab 17 Jan 2015, 16:57


As palavras do homem entraram em meu peito como uma ameaça. Cerrei os olhos, empurrei a cabeça para frente e olhei fixamente para o mesmo. Ele não conseguia entender o que estava acontecendo e o que logo aconteceria. Respirei fundo, revirei os olhos e depois os fechei. Passei a língua lentamente no lábio inferior e sorri, começando a cantarolar. — Gárgulas, em pé, na frente do seu portão... Tentando me dizer para esperar, mas não consigo esperar para vê-lo... — abri lentamente os olhos, ainda cantando, esboçando um leve sorriso. A voz doce, suave e envolvente começava a ecoar pela sala. — O senhor não compreende... Terá que aceitar o meu pedido e fazer um pacto com o oceano. Minha dona disse que a garota que veio de ti iria desaparecer. Uma música eu ouvi. As águas sussurraram para mim... — virei o rosto, pendendo a cabeça para o lado. — O nome do homem ela deve ter, e com a terra ela consegue mexer... Diferente do oceano, as bravas águas do mar, a filha do amaldiçoado eu irei sequestrar... Uma bruxa na floresta a pegou... Mas a jovem bruxa logo se enforcou... As águas do mar pareciam bravas estar. O vento então sussurrou... Ocean puna o salvador... Oooh, ooooh, ooooh. Puna o salvador... As águas sussurram no mar, as baleias gritam ao nadar. E no fim... — respirei fundo, coçando a garganta. — Ela afundou, voltando para o local de onde brotou. Lá lá lá lá lá lá lá, lá lá, oooh, oooh, oooh. — gargalhei e olhei novamente para ele. — Ocean precisa de água. Você não entende. Uma já foi. Um, dois, três. Um se foi, falta dois e três. Ocean aprendeu a contar.
Tentei puxar os braços, mas não conseguia me soltar. Respirei fundo, arqueei a sobrancelha e olhei para o chão. Eu estava triste, meus poderes não funcionariam de forma correta. Estava há meses longe do mar. Longe, mas ao mesmo tempo, tão perto... Meus olhos começaram a lacrimejar, já não sabia se conseguiria sair daquela prisão. Estava ficando louca, desesperada, com fome e muita sede. Tossi, arregalando os olhos, me balançando com força na cadeira, quase caindo novamente. As correntes estavam começando a me machucar. Olhei para Luch e gritei em desespero, chorando, soluçando. Balancei novamente a cadeira, olhei para os lados e tentei empurrar o corpo.
Faça o pacto... Ou diretor morre e Ocean também. Ou o número dois e um morre. E não existirá água do mar que os traga de volta. Todos morrem. Que a luz ilumine sua mente.







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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Luch Cancheski Drac em Sab 17 Jan 2015, 18:48




A mulher estava verdadeiramente transtornada e parecia não estar feliz com a minha ameaça. Voltou a dizer todas aquelas frases que com certeza continham uma metáfora complexa. Cerrei meus olhos e forcei meu cérebro para entender o que a senhorita tão jovem e louca tinha a me informar. Ela começou a dizer algo sobre não ter opção, sobre algo vindo de mim... terra... Lorena? Não podia ser possível, será que fizeram algo com ela? E minhas outras filhas e Juliana? Eu sabia que não poderia me afastar por tanto tempo. Meu sangue parecia ferver e dei um soco na mesa, impaciente. Eu sabia que acabaria chegando ao ponto de envolver minha família, mas por que ela falava sobre a minha fila como se fosse passado. Como se estivesse... morta... NÃO! Não poderia ser - COMO SE ATREVEM  A LEVAR MINHA FILHA DE MIM? - Me aproximei da criminosa e chutei o pé da cadeira, quebrando e fazendo Ocean tombar, sendo enforcada pela corrente. - Sua maldita Oceano, não me importa de onde veio ou para onde vai, mas ninguém faz mal a minha família e sai impune. Você quer matar a todos nós? Então acho que devemos começar por você, porque meu tempo está se esgotando e eu já não sei mais o que fazer! EU NÃO SEI O QUE FAZEEEEEEER! EU NÃO QUERO MAIS ISSO! CHEGA! - Com as duas mãos peguei violentamente a corrente e girei pelo pescoço dela, enrolando duas vezes e apertando para enforcá-la. - É isso que quer? Quer morrer sem voltar para seu maldito oceano? Pois é o que vai ter sua maldita! - E apertava mais forte, deixando a mulher sem ar. Eu chorava compulsivamente por me ver chegar até essa situação, a este estado de destruição e falta de ética.


Soltei a prisioneira para trás, dando espaço com a corrente para ela respirar. Caminhei até o canto da cela e encostei o braço na parede, seguido da testa no braço. Suspirava e tentava se concentrar, mas a mão tremia.  Eu não podia me controlar. Fui com raiva até a mulher encolhida e agi de forma tão animalesca como jamais pensei em fazer. A segurei pelo colarinho da roupa e dei três socos em sua face, até os nodos da minha mão doerem. Ela não parava de falar que precisava de água e água. Falava mais sobre as duas filhas que restavam, parecendo que Lorena já estava morta. Isso só me deixou com mais raiva e armei um forte soco para quebrar seu crânio, mas fui impedido. Ao olhar os olhos da jovem... "Faça o pacto". Simplesmente parei e a soltei. - GUARDA! GUARDA! - Soquei a porta com a mão fazendo um som metálico altíssimo e então me afastei agachando próximo da mulher - Você quer um pacto? Terá um pacto sua infeliz. Você ultrapassou a linha da minha moral e paciência. E assim que for apenas entre eu e você, você pagará com a própria vida, mesmo que isso leve a minha para o inferno também! - E a chutei, ficando de costas para ela no chão, com as mãos nos quadris, afastando levemente o paletó e respirando fundo à espera do guarda.


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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Ocean Frida Lux em Sab 17 Jan 2015, 22:10


Os meus olhos estavam inchados de tanto chorar. A minha mente gritava por socorro, eu não sabia mais o que fazer ou falar. Algo dentro de mim suplicava por perdão, para pedir que aquele homem me perdoasse, mas era em vão. Virei o rosto para o lado ao ouvir o diretor gritar, respirei fundo e arregalei os olhos. Logo o homem derrubou a cadeira onde eu estava. Senti meu corpo tombar, e depois as correntes me enfocarem novamente. Revirei os olhos, apenas sentindo as lágrimas escorrem de forma abundante. Talvez aquele fosse o fim de uma vida que havia acabado de começar. O prefácio do fim. Cerrei os dentes ao sentir o sentir os socos em meu rosto, dando um grito. Olhei fixamente para o homem, tentando imaginar o motivo de tal loucura. Ele era tão culpado quanto eu, ou melhor, inocente. Ambos foram usados. Olhei para baixo, franzi o cenho e gritei. As lágrimas caiam cada vez mais, o rosto ficava vermelho e eu soluçava sem parar. Fechei os olhos ao ouvir Luch gritando um homem, respirei fundo e olhei para baixo.
Do que adianta me bater tanto se não a terá de volta? O meu estado físico será o dela, como não consegue entender... Ocean está aqui, menina está lá. Trocadas. E não xingue o mar! Não sairia impune se eu estivesse dentro da água, se pudesse novamente comandar as criaturas aquáticas...
Desviei o olhar, mordisquei os lábios, tentando os fazer pararem de tremer. Um belo e alto homem adentrou ao local. Olhei para o homem, tentando entender o que Luch faria. Ambos conversaram e o carrasco se aproximou, tirando as correntes do meu braço direito. O esticou para frente e fez o diretor ficar de frente para mim. O olhei fixamente nos olhos, contendo o choro. Coloquei minha mão em seu braço, enquanto ele colocou a mão direita dele no meu. Diogo ficou no meio, com a varinha em mãos. Ele estava pronto. O voto perpétuo seria feito. Olhei para Diogo e pendi a cabeça para o lado.
O senhor não sabe qual é o pacto... Eu irei libertar o diretor Luch da maldição e todos seus poderes voltarão ao normal. Porém, o diretor será leal a Lady das Trevas. Ele abrirá Hogwarts para Saphira Du Weldenvarden quando ela quiser.  E é claro, me ajudará a sair de Azkaban. Eu não pedi pra estar nesse lugar... Se Luch não cumprir, ele morrerá. E não pense em me matar, pois o senhor morreria junto.  Ah, e Lorena voltará para casa assim que eu voltar para minha dona. Pode continuar, carrasco.
Diogo puxou novamente minha mão, fazendo os dedos de Luch tocarem meu pulso. O carrasco apontou a varinha para nossos braços e uma linha esverdeada começou a aparecer. A linha envolvia ambos os braços, como se estivessem presos um ao outro. Diogo disse “Você, Luch Cancheski Drac, irá ajudar Saphira Du Weldenvarden, abrirá Hogwarts quando a mesma solicitar e ajudará Ocean a sair de Azkaban? Você abrirá as portas do Castelo de Magia e Bruxaria de Hogwarts quando Saphira ordenar?”  Luch balançou  a cabeça de forma positiva e disse sim. Diogo olhou para mim e sorriu. “Voce, Ocean , libertará Luch da maldição? Fará a magia do diretor voltar ao normal? “
Segurando forte no pulso de Luch, o olhei fixamente nos olhos, e abri a boca bem devagar.
Sim. — disse, sentindo as lágrimas voltarem a cair.
Diogo tirou a varinha e logo os fios esverdeados desapareceram como se consumissem nossos pulsos. Respirei fundo e balancei a mão. Meu braço estava todo machucado. O voto perpétuo estava feito. Passei a língua no lábio inferior e meus olhos voltaram a lacrimejar. Cerrei os dentes, abaixei a cabeça e solucei.
Perdoe esse pobre oceano que está secando. Esse meio sereiano que está longe da água e que se sente fraco. Eu não machucaria uma criança, pois me machucaram muito. Eu via a morte tantas vezes... Apanhei tantas... Eu não sabia falar. Ocean ficou tão feliz quando aprendeu a contar nos dedos. Ela aprendeu quantos dedos tinha. Eu aprendi.
Olhei para Diogo e o chamei, logo o mesmo me levantou. Coloquei a mão direita na testa de Luch, fechei os olhos e sussurrei algumas palavras que eram quase impossíveis de serem ouvidas.
Carrasco, desenhe uma runa, irei explicar. — ainda estava presa, conseguia apenas mexer um dos braços. Colei os lábios no ouvido de Diogo e sussurrei como deveria ser feita a runa. O mesmo desenhou duas runas em minhas mãos. Desenhei uma ouroboros no ar, depois o formato de chamas de cabeça para baixo e toquei a mão com a runa desenhada no peito de Luch.
Eu revogo a maldição. Que o coração pulse com vigor, e o sangue seja limpo. Que ele tenha suas energias restauradas.
Meu corpo começou a tremer, como se me debatesse com força. Revirei os olhos e caí sentada na cadeira. Olhei para o lado, arregalei os olhos, tossi e gritei. Era como se o ar estivesse evaporando dos meus pulmões.
Ág... — revirei os olhos e os fechei lentamente. Respirava de forma ofegante, como se logo fosse desmaiar.




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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Diogo von Lichtenstein em Sab 17 Jan 2015, 22:51



Mission...


Eu esperava pacientemente atrás da porta da sala de interrogatórios. Quem estava lá dentro era Luch Cancheski Drac, um atormentado ex-Diretor de Hogwarts e uma prisioneira conhecida apenas pelo seu nome de cela - X01 - mas que para mim era algo mais desde o meu encontro com Lady Saphira Du Weldenvarden. O nome da criminosa era Ocean e ela era minha missão. Precisava resgatá-la e levá-la com vida até o meu antigo cativeiro ou jamais teria a cura para o envenenamento produzido. Precisava aguardar pacientemente até a oportunidade certa. Ouviu gritos lá dentro, mas não era o suficiente para uma intromissão, ainda não... Era evidente que não queria fazer isso, apenas gostaria de estar com Samantha curtindo todos os planos que combinamos uma vez no fatídico Festival Natalino, mas o simples fato de pensar em outra coisa fora da missão fazia uma agulha mágica perfurar meu coração lentamente, como se fosse um cabresto que me colocasse de volta nos trilhos do Imperius. Após alguns segundos de total silêncio incomum dentro da sala, vieram gritos. O professor chamava por um guarda e era minha deixa para entrar. Abri a porta em silêncio e observei rapidamente o local em busca de algo que fosse útil para mim. Havia uma mesa de metal e uma cadeira de madeira quebrada. O homem parecia enlouquecido e caminhava impaciente pelo ambiente enquanto a prisioneira, caída e ensanguentada chorava compulsivamente. Eu caminhava em linha reta, como se procurasse o menor caminho entre dois pontos, mas meus olhos varriam cada centímetro quadrado daquele lugar. Parei, com as mãos juntas à frente do corpo em posição de espera. Fui então instruído sobre o que queriam fazer... 

...Um voto perpétuo.. 

e eu seria testemunha ou mediador. A pessoa que realiza o feitiço. Incrível. Me posicionei entre eles após liberar as correntes dos pés da prisioneira e colocá-la sentada de frente para Luch. Era intrigante o que era pedido para o Diretor. Praticamente entregar os seus alunos para a Lady das Trevas de bandeja, cabeça por cabeça. Era isso o resumo do acordo, pois abrir a Escola para a Irmandade seria criar um novo Holocausto, talvez até maior. Em troca ele teria seus feitiços de volta, um preço muito grande a se pagar por um prêmio tão ínfimo. Aquele crápula ainda tinha arrebentado o belo rosto da prisioneira, mas não cabia a mim interromper. Não agora. Agi de acordo com os passos da X01 e fiz tudo o que ela pediu para concluir o ritual. Deixando assim Luch pronto para usar a magia. Dei um sorriso de incredulidade e sacudi a cabeça de forma negativa. Era  a hora de agir. Olhei para a mulher e dei uma piscadela, com um esboço de sorriso no rosto e então olhei para Luch - Não deveria bater em mulheres, Senhor Drac. - E com o cotovelo acertei em cheio no nariz do professor, desestabilizando-o e fazendo-o levar as duas mãos ao rosto. Aproveitei para sacar a varinha e apontar para as correntes da prisioneira, quebrando-as. Levei uma mão até a bota, retirando um canivete e com o outro braço comecei a enforcar Luch. Usei a boca para abrir a minha ferramenta-arma e apontei para seu pescoço - Quietinho, quietinho. Eu quero você bem acordado para ser meu refém. Menina, pegue a varinha dele e vamos sair daqui! - Fui arrastando o professor pelos corredores como um pedaço de carne que mal conseguia se defender, mas tinha o nariz sangrando como um rio que manchava sua roupa. Ocean vinha logo atrás segurando a varinha de Luch e apontando para tudo ao redor. Era curioso, mas o lugar parecia mais vazio do que o normal. Não demorou muito para chegarmos até o térreo e usei minha própria varinha para estuporar os guardas da entrada quando hesitaram em machucar o ex-diretor. Saí com Luch dali e caminhei até as docas onde um barco nos esperava, perfeito para três.  Ninguém nos seguiu. Após vencer as grandes ondas chegamos enfim ao continente, onde larguei Luch no chão e Ocean largou a varinha dele. Mais à frente tinha um relógio de bolso quebrado. Era a Chave de Portal que nos levaria até um lugar próximo do cativeiro, de lá teríamos que ir andando. - Preparada? Quando chegar ao três você segura o objeto. 1... 2.... 3! - E Diogo e Ocean tocaram o relógio, sumindo dali em um estalo.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Luch Cancheski Drac em Sab 17 Jan 2015, 23:44




Eu sabia que aquele acordo não iria terminar bem, mas era a vida da minha família em jogo e assim como a mulher disse, não importa o quanto eu bata nela, isso não salvaria Lorena e nenhuma de minhas filhas da morte. Cerrei os punhos e esperei o guarda se aproximar. Não sabia se ele seria confiável para intermediar um voto perpétuo tão horripilante, afinal ele poderia ter família e filhos em Hogwarts. Será que eu também deveria ameaçar ele? Apontar uma varinha para a cabeça de um inocente e forçá-lo a servir às trevas, às mesmas trevas que me consomem por dentro como um parasita e destroem minha família? Com certeza não, afinal precisava do voto para retomar meus feitiços, então só me restava ter esperanças. Dolorosas esperanças. Seu nome era Diogo, como indicado no crachá. Diogo von Lichtenstein, uma família conhecida e grandes amigos. O que ele pensaria de mim? Sacudi a cabeça negativamente e deixei a prisioneira explicar tudo e fazer os preparativos. Sentei de frente para X01 e segurei seu punho enquanto o intermediador recitava todos os termos doentios que eu teria que aceitar. Abrir a escola para Lady Saphira? Isso significava que ela estava sim viva, como eu suspeitava e temia. Fechei meus olhos em ódio e repreensão e liberei um "sim..." fraco e de quase morte. 


Eu liberaria sim a Escola para ela, mas antes estaria preparado para recebê-la de braços abertos e uma adaga em sua jugular. Levantei meus olhos raivosos para Ocean e esperava a parte dela do acordo ser citada. Me livrar da maldita maldição. "Sim" foi sua resposta mais que esperada. Com um ritual estranho envolvendo magia rúnica ela fez a magia voltar para meu corpo. Era doloroso, mas eu sentia como se estivesse sendo limpo por dentro, tendo cada célula do meu corpo filtrada e pronta para lançar um feitiço. Segurei a varinha contente, preparando um teste, mas fui surpreendido por uma pancada no nariz que me fez ver estrelas. Arregalei os olhos e quando notei estava sendo enforcado pelo guarda. - ME SOLTA SEU...! - E um canivete foi aberto e apontado para meu pescoço. em outro segundo a prisioneira havia arrancado a varinha de minha mão e eu estava sendo carregado dali por corredores vazios e passando por grades enferrujadas que geravam um eco terrível. Passar pelos guardas foi fácil, não se atreveram a ferir um refém e acabaram estuporados. Depois disso um barco e em dois tempos estávamos nas areias de uma praia, onde fui jogado com minha varinha e "poof", os fugitivos sumiram me deixando a ver navios. Fiquei ajoelhado e abaixei a cabeça chocando minha testa contra a areia, incrédulo. - AAAAAAAAAAAAAH! - Engatinhei dois passos e peguei minha varinha, retirando a areia da roupa. Desaparatei saindo dali.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Sebastian R. C. Duchateau em Dom 31 Maio 2015, 12:50



the interrogatory

O frio do lugar era perturbador. Mesmo com toda a reforma que ocorreu no lugar e sem dementadores, não gostava nada de ficar ali. Meus passos eram largos enquanto eu sacava a varinha e recitava:

-Expecto Patronum!

Uma lebre-ártica saiu da varinha e foi ao chão. Ela corria velozmente entre minhas pernas e esquentava o ar a minha volta. Meus passos continuavam firmes enquanto me aproximava com Chace da porta da sala de interrogatórios. Assim que aproximamo-nos, ela se abriu, revelando uma sala pobre. A única coisa que tinha nela era uma cadeira cheia de corrente e cordas, parecida com a do Ministério. Suspirei e me concentrei.

-"Conjurius Army!"

Uma mesa de madeira se formou próximo a cadeira. Coloquei a maleta sobre ela, abrindo-a; tirei um pergaminho e desenrolei-o, revelando alguns poucos nomes. Alguns frascos também estavam dentro da maleta, mas não precisaria deles, com sorte.

-Chace, por favor, busque Joseph. Ele será o primeiro interrogado.

Minha voz soava um pouco fria. Logo o homem assentiu e saiu da sala. Apontei a varinha para a cadeira e comecei a movimentá-la, percebendo que as cordas e correntes se moviam a minha vontade. Esperava não precisar usar todas, mas talvez fosse necessário.

Logo a porta se abriu novamente, revelando Chace e Joseph. Olhei para o pergaminho enquanto Joseph era sentado na cadeira e preso pelas mãos e pés apenas. Olhei para ele novamente, começando o interrogatório:

-O senhor é Joseph Simon Constant Grhal Junior, marido de Lilian Luna Shells V. Malkovich Cancheski Grhal. Essas informações conferem?

O pequeno coelho espiritual se aproximou dos pés de Joseph e se deitou entre eles. A tensão era clara no rosto dele, mas se estabelecia em mim também. Não gostava de interrogatórios, muito menos quando ele tinha que fazê-los.
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Convidado em Dom 31 Maio 2015, 13:14


Chegamos a sala de interrogatório e posso afirmar que nunca me senti tão desconfortável com algo como estava naquele momento, o lugar era frio, sujo, e mórbido e trazia arrepios até o mais rígido dos homens. Era como se não houvesse vida ali, ou pior não houvesse esperança. Caminhei adentrando ao centro da sala a observando com um semblante impassível. - Sei que não deveria, mas estou começando a sentir pena dos prisioneiros que vivem aqui.. - Comentei com Sebastian, esboçando um lento suspiro. Em seguida fazendo o que me fora pedido pelo mesmo, na companhia de dois guardas caminhei pelos corredores até a cela onde o professor estava. - Professor Simon, sou Chace von Stoichkov representante do Ministério gostaria que me acompanhasse para prestar alguns esclarecimentos.. - Murmurei, observando homem assentir e me acompanhar sobre a escolta dos dois guardas. Já na sala. - Professor, este é Sebastian Duchateau será o responsável por lhe fazer as perguntas. - Mencionei e me afastei de ambos, seguindo para o canto da porta a fechando e cruzando os braços. Assistindo o interrogatório.
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Joseph Simon C. Grhal Jr. em Dom 31 Maio 2015, 15:28



Já contava três dias aproximadamente, porém Joseph via os dias passando conforme seu relógio biológico lhe informava, pois mesmo quando era dia uma sombra sepulcral cobria a prisão de Azkaban. Há alguns meses atrás o combate contra os dementadores havia selado da utilização de tais criaturas como cães de caça ou torturadores oficiais do Ministério da Magia, ainda assim era como se pudesse sentir a presença dos espectros esperando o momento certo para atacar e parasitar até a última gota de felicidade  que poderia existir dentro dele. A enfim retirada dos dementadores parecia ser um sinal de evolução política no Reino Unido bruxo, porém o que se seguiu foram atos de tirania e insegurança por parte dos detentores do poder de decisões no Ministério. Além do cenário obscuro, um imensurável pesar assolava seu coração, tirava sua concentração e qualquer conforto ou descanso que poderia ter ali, sabia que algo aconteceria ou já tinha acontecido e não conseguia deixar de pensar nisso.
O professor examinou a grade de sua cela e sentiu o vento rodear a prisão, a ventania própria de um mar furioso envolta do lugar e uma umidade que indicava a próxima chuva sendo confirmada pelo clarão do trovão que invadia o cárcere daqueles que ali estavam. Simon fez o que era mais prudente naquele momento, sentou, fechou os olhos e meditou. Esvaziou a sua mente e tentou compreender as sensações que passavam por ele. Depois de algumas horas ali uma voz junto ecoou pela sela, abriu os olhos, mas permaneceu sentado. Era Chace, se estava bem lembrado aquele em sua frente era o Chefe do Departamento de Execução das Leis Mágicas. – Pois bem. – Levantou tranquilamente enquanto um dos seguranças abria a grade que o prendia, o bruxo saiu e logo viu dois homens acompanhando Chace, agora cada um do lado do prisioneiro.
Simon não transparecia periculosidade, tampouco qualquer vontade de fugir e de fato esta não era sua intenção, mas ainda assim memorizava cada corredor daquele prédio sinistro, guardando em sua mente onde ficavam determinados departamentos  pelos os quais passaram, enfim, chegaram até a sala de interrogatório, localizada no subsolo. O bruxo foi até a cadeira designada para si e ali sentou tranquilamente.
- Sim, sr. Duchateau. Este é meu nome e Lillian é minha esposa. – Disse enquanto correntes enfeitiçadas para movimentarem-se consoante as vontades do interrogador o prendiam. – Veritasserum... Essência de pernas de dedo-duro. – Joseph reconheceu as poções guardadas na maleta de Sebastian, eram compostos bem conhecidos, bem como seus efeitos.
- Antes que se inicie qualquer interrogatório, gostaria de saber por qual crime a minha prisão preventiva foi efetuada e sobretudo quais as evidências para que os senhores me consideram culpado e desejem, aparentemente... – Olhou para a maleta novamente. – Invadir qualquer direito de privacidade que eu possa ter. – O mago mantinha olhos afiados sobre Sebastian.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Sebastian R. C. Duchateau em Dom 31 Maio 2015, 16:00



the interrogatory

Era claro que Joseph queria estar ali menos que eu mesmo. Suspirei olhando novamente para a lista que havia sido entregue para mim enquanto fechava a maleta. Olhava para ele com o olhar sério, sem ao menos fingir alguma felicidade. Não naquele lugar.

-Sim, Joseph. Aquelas são Veritaserum, que aparentemente você conhece bem. Mas não há necessidade de usá-las por hoje. Aquilo é mais uma... precaução. Enfim, pelo que me consta aqui, o senhor foi acusado de liberar uma Quimera dentro da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. - Coloquei o pergaminho em cima da mesa, presa pela maleta para não voar. Fui a frente dele. - Olha, acho que você tampouco quer estar aqui quanto eu. Tenho uma proposta para você.

Os olhos frios de Joseph me analisavam com cuidado. A sala estava completamente silenciosa, a não ser pela respiração de Chace, Joseph e a minha. Coloquei minha varinha dentro do casaco, verificando antes se o homem estava preso com firmeza. Olhei para seus olhos, mantendo a voz firme.

-O melhor jeito de conseguir as provas para te libertar seria ver exatamente o que você viu. Aquelas poções não farão isso, como você sabe, mas uma varredura na sua mente conseguirão. E adivinha a coincidência? Eu sou um legilimente. - Pigarreei antes de continuar. - O negócio é o seguinte: me permita ler sua mente, e se realmente for inocente será libertado. Se você não oferecer resistência a isso, não sentirá nenhum tipo de dor ou efeito colateral. Porém se resistir, não será a melhor coisa que pode te acontecer.

Evitar boa parte de qualquer tipo de tortura era a melhor coisa para se fazer. É claro que eu conseguiria ver coisas que nem mesmo Joseph gostaria, mas a verdade seria facilmente revelada. Tinha que tentar fazer isso, já que muita coisa poderia ser descartada do interrogatório.

-E então Joseph, o que acha?
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Joseph Simon C. Grhal Jr. em Dom 31 Maio 2015, 16:52



O bruxo logo confirmou o que Joseph supôs. O professor ouvia atentamente a cada palavra que Sebastian dizia, algo estava extremamente errado. A relação acusação, prisão e interrogatório, ou melhor, método de interrogatório estava escassa de qualquer nexo, o Ministério buscava informações e elas nada tinham a ver com uma Quimera que estaria perambulando por Hogwarts. O mago não pode se conter e abaixou a cabeça em uma risada abafada e baixa, balançando a cabeça negativamente. – Uma Quimera em Hogwarts? – Indagou franzindo o cenho e com um olhar incrédulo em direção ao legilimente na sua frente. –  Me perdoe, mas é uma das acusações mais tolas que já vi em minha vida e eu já vi muitas coisas, senhor Duchateau.- Sua voz mantinha um tom hora pela ironia, hora pela seriedade.
- Você sabe o que é uma, Quimera? – Joseph perguntou. Era óbvio que o bruxo havia estudado sobre quimeras e tinha determinado conhecimento sobre criaturas mágicas, no entanto, a pergunta se encaixava pela ingenuidade da acusação. – O senhor já ouviu falar de um Nundu? Provavelmente já. – Recostou-se na cadeira, o ministerial a essa altura estranhava a indagação do professor de Hogwarts. – Os Nundus são considerados as criaturas mais perigosas do mundo e, mesmo assim, admiti-se que um grupo de dezenas ou centenas de bons bruxos possam derrotá-lo e de fato há registros sobre isso, não muitos, mas eles existem. – Falava como quem lecionava. – Mas a Quimera... Existem registros de Quimeras que tenham sido mortas por bruxos? Sim. Um único homem foi capaz de matar uma Quimera. Um único homem. – Enfatizou a raridade do acontecimento. – E ele morreu logo em seguida! – Aumentou a tom de voz.
- Se uma Quimera fosse solta em Hogwarts centenas de alunos teriam morrido em um único dia. – Estava surpreso com a fraca informação dos ministeriais. – E vocês me acusam sem uma única prova, perícia ou testemunha que tenha sequer ouvido o rugir de uma besta poderosíssima!
-  Não seja tolo, Sebastian. O senhor não parece um homem estúpido, não se deixe passar por um porque seus superiores o são. – Sentia na leitura corporal e nos olhos do ministerial a sua frente que não concordava com parte significativa do que o Ministério da Magia andava fazendo. Mordred deveria estar em busca de informações sobre o que acontece em Hogwarts, e mesmo com Kyla por lá parece que precisava entrar na mente de um professor para conseguir o que queria, como de costume, uma jogada frágil e irracional que seria vista com péssimos olhos perante os cidadãos bruxos.
-  A minha resposta é não. Não há nem resquício de prova e opto por não me submeter a sua metodologia tirânica, senhor. Ao menos respeite meus pensamentos, já que minha integridade física e moral foram descartadas nesta prisão.
- Exijo um julgamento antes de qualquer procedimento, como todo cidadão britânico bruxo tem direito. – Negar o pedido de Joseph era assumir a ditadura. Mordred estaria se tornando inimigo do povo assim como a lady das trevas?
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Sebastian R. C. Duchateau em Dom 31 Maio 2015, 17:13



the interrogatory

Joseph dizia coisas óbvias que eu já sabia. Não poderia esquecer do Nundu, e muito menos o que era uma Quimera.  Meus olhos passavam pela expressão de Joseph enquanto ele cuspia todas as palavras, como se eu tivesse alguma culpa. Era claro que ele estava pouco satisfeito.

-Joseph, sua sagacidade e inteligência são incríveis, dignas de um ravino, mas saiba que eu não declaro as ordens de prisão. Além do mais, mesmo que eu tenha alguma influência sobre o Ministro, ele é suficientemente capaz de tomar as decisões, mesmo que não sejam as melhores.

Infelizmente, Joseph estava correto sobre a ordem de prisão. Um julgamento demoraria muito para resolver uma coisa tão indiferente para mim como poderia ser para o professor. Coloquei a mão sobre minha testa enquanto andava em volta da cadeira, pensando em como poderia evitar alguma confusão. Não seria o melhor momento para (mais uma) briga. Voltei para a frente do homem, suspirando.

-Joseph, não temos tempo para um julgamento. Quanto menos tempo levarmos nisso, mais rápido você sairá daqui, eu sairei daqui e voltamos as nossas vidas comuns. Então Joseph, não quero te forçar a tomar uma poção ou entrar na sua mente a força. E saiba que tudo que eu descobrir que não for de interesse do Ministério, não sairá daqui. Querendo ou não, ainda sigo ordens, e fui ordenado para te interrogar.

Aquilo estava tomando mais tempo que o planejado. Joseph oferecia certa resistência, mas tentaria fazer tudo com o consentimento do homem. Já bastava a quantidade de pessoas que odiavam e repudiavam o Ministério, mas não eram todas as exigências que poderiam ser analisadas.

-Saiba que você não é meu inimigo, assim como eu não sou o seu. Espero que você não duvide de mim, ou podemos tomar medidas um pouco mais... drásticas.

Olhei de relance para Chace. Talvez sua intervenção fosse necessária antes do previsto.
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Joseph Simon C. Grhal Jr. em Dom 31 Maio 2015, 18:59



Sebastian de fato não tinha nada a ver com a estupidez, apenas jogaram sobre ele a responsabilidade para assumir um erro que não era seu e lidar com a parte mais difícil da prisão, especialmente por ele nitidamente não concordar com cárcere e pouco a pouco mostrava sua insatisfação com as a medidas política tomadas nos últimos meses. –  Sebastian, se o trabalho vai contra sua conduta, o que faz aqui? – Perguntou com sinceridade e depois fitou Chace, que permanecia imóvel e pronto para qualquer situação, Chace estava apático, não demonstrava discordar ou concordar de qualquer coisa dita, e talvez ele não fosse pago para nada disso de fato. O ministerial rondava a mesa explicando problemas como tempo e outras circunstâncias que não pareciam ser verdadeiros problemas para um julgamento, provavelmente estava apenas seguindo ordens ali também.
Joseph mexeu um pouco as mãos e um ataque passou como uma forte ideia em sua mente, respirou fundo e sentiu cada detalhe do ar entrando e saindo do seu corpo, ainda tinha memorizado parte do lugar e imaginava por onde aqueles outros dois seguranças estariam andando agora. Olhou ao seu redor contemplando os dois interrogadores e viu o receio de conflito nos olhos e ameaças do senhor Duchateau. –  Não, Sebastian. Não somos inimigos. – Assentiu.
-  Façamos o seguinte. – Dirigiu-se aos dois. –  Estabeleceremos um voto perpétuo. – O assunto era quase sempre polêmico e em algumas ocasiões até antiético em razão do cumprimento de uma divida ou promessa através da morte, mas era a melhor alternativa para impedir o conflito. –  Se estabelecermos exatamente o que deve procurar, não existirá a invasão dos meus pensamentos, mas apenas a confirmação do que já estou dizendo.
-   Chace, o senhor se importaria em nos ajudar? – Falou com o ministerial que permanecia calado. –  A sua tarefa é muito importante nessa parte, precisamos que use as palavras certas. Sebastian deve se comprometer a ver apenas lembranças referentes a acusação de ter solto uma Quimera na escola, nada mais. – Olhava para Chace e Sebastian alternadamente para ter certeza de que concordavam com as condições. –  Assim os senhores não terão problemas  com seus superiores.
-   Lembre-se, Chace, “quimera solta em Hogwarts”, sem subjetividade, nada mais do que isso, para que possa provar minha inocência. – Fez final para que um deles pudesse libertá-lo e estendesse o antebraço para a execução da magia.

OFF: Peço desculpas pelas demora.
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Sebastian R. C. Duchateau em Dom 31 Maio 2015, 19:23



the interrogatory

A pergunta de Joseph me atingiu desprevenido. Era claro que eu não concordava com grande parte do que acontecia ali. Minha boca secou enquanto proferia as palavras:

-Eu sigo ordens, Joseph.

Logo em seguida, sua última exigência era um Voto Perpétuo. Olhei seriamente para ele, enquanto a ideia se desenrolava em minha cabeça. Talvez fosse a única maneira de resolver aquilo pacificamente. Joseph suspirava lenta e profundamente, como se estivesse se preparando para algo. Seus dedos moviam-se também. Olhei para ele, com a voz levemente rouca ainda:

-Claro, Joseph. Não vejo muitos problemas quanto a isso. Mas saiba que poderei ver algumas outras memórias suas. Acho que seria mais justo eu jurar que não revelaria identidades, não acha? Além da sua, é claro. Ninguém mais precisa se envolver nisso. Chace. - Disse me virando e acenando para o homem se aproximar. Peguei novamente minha varinha e afrouxei uma das mãos do professor para realizarmos o Voto. Apertei seu pulso, enquanto virava novamente para Chace, colocando a varinha no paletó. - Comece.

Ouvi detalhadamente cada termo do Voto enquanto uma fina luz dourada cruzava minha mão com a do professor. A tensão era clara em meu olhar, mas aquilo deveria ser feito com toda a certeza. Olhava profundamente nos olhos do professor. Enfim, quando Chace terminou suas falas, proferi:

-Eu, Sebastian Reinly Cortez Duchateau, juro não quebrar esse Voto.

O calor envolveu minha mão e o pequeno fio dourado sumiu, como se tivesse finalmente entrado em mim. Estava feito, e não tinha volta. Eu não fora mandado ali para descobrir nada mais além da Quimera, então nada contra as ordens de Mordred havia sido desrespeitado.
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Convidado em Dom 31 Maio 2015, 20:05


   Aquilo estava correndo para um caminho que eu não esperava. Um voto perpétuo não era uma coisa que poderia ser feita tão simplesmente e por qualquer coisa, mas isso não era de minha conta. Me aproximei deles e coloquei a ponta da varinha na mão deles. Uma corda dourada começou a se formar em volta das mãos. Olhei para Sebastian primeiramente. - Sebastian Reinly Cortez Duchateau, você jura não buscar nem mencionar as memórias de Joseph Simon Constant Grhal Junior que não tenham relação com a Quimera liberada em Hogwarts? - E olhei seriamente para ele. Ele olhou para mim e respondeu positivamente. Olhei para Simon que mantinha o olhar erguido e firme. - Fidelius! - Conjurei, e logo o feitiço estava feito. Não tinha mais volta para isso, então virei-me e voltei para minha posição inicial. Agora isso deveria acabar logo.
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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Joseph Simon C. Grhal Jr. em Dom 31 Maio 2015, 22:23



O ministerial começava a vacilar em suas palavras evidenciando seus verdadeiros pensamentos, no entanto, tudo aquilo ainda poderia ser um jogo, talvez a aparência de alguém que compartilhe da mesma causa que Joseph fosse algo estratégico para adquirir sua confiança, ou o mago enfim estava completamente paranóico, talvez os dois. A confusão de pensamentos e possibilidade não permitiam que ele confiasse em nada e nem em ninguém e mesmo para com seus amigos mais íntimos mantinha sigilo sobre algumas de suas ideias. – Dedicar a sua vida no julgo de terceiros é diminuir grande parte do que ela pode significar. – Olhava diretamente para o legilimente. – Mas cada um sabe o que fazer da sua vida não é? – Permitiu um sorriso deslocado em razão da situação em que se encontravam.
A corrente da mão direita foi afrouxada, dando espaço para movimento, o bruxo a estendeu em direção ao ministerial enquanto Chace preparava-se para expor os detalhes do voto. Sebastian estava se arriscando, teria de controlar bem a própria habilidade para não exceder limites, ou seu fim seria certo. Uma linha de luz que variava entre o prata e o dourado começou a percorrer o antebraço de Joseph e do legilimente, dando voltas por entre os punhos, a magia criou um laço de compromisso fatal que seria definido através das expressas condições que deveriam ser aceitas por Sebastian.
Joseph permanecia atento a cada palavra, Sebastian deveria buscar apenas situações referente a suposta quimera que havia sido liberada em Hogwarts, consoante o bruxo havia  pedido, sem grandes interpretações subjetivas sobre o que a aquilo poderia significar. Após as condições estarem claras, o ministerial declarou seu compromisso e Simon por sua vez assentiu. A execução do feitiço Fidelius não seria necessária, sendo ele na verdade um meio para esconder um segredo através de uma pessoa, e não um tratado de morte no cumprimento ou não de uma obrigação. Mas o professor ignorou, e soltou a mal do ministerial, sentindo a energia do feitiço adentrar sua pele.
- Prossiga.

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Re: Sala de interrogatório

Mensagem por Sebastian R. C. Duchateau em Dom 31 Maio 2015, 22:43



the interrogatory

Observei enquanto Chace voltava ao seu lugar com a expressão impassível. Dei um pigarro enquanto ouvia as palavras do professor. Mal sabia ele que sua vida fora colocada ali e não conseguiria sair tão cedo disso tudo. Suspirei novamente, prendendo a mão do professor novamente.

-Ótimo Joseph. Agora peço que esvazie a mente. Não deixe nenhuma lembrança se exaltar sobre o que eu quiser ler. Lembre-se que eu não buscarei nada que não for de interesse, porém se algo aparecer para mim, não é a quebra do Voto. Apenas não posso buscar, então contenha seus pensamentos.

Suspirei enquanto via o homem na minha frente relaxar aos poucos. O patrono em seus pés provavelmente estava ajudando, então tentei relaxar um pouco. Dei alguns passos pelo lugar com cheiro de mofo. Seria um pouco mais complicado do que pensara. Não pretendia vasculhar muito mais do que coisas em relação a Quimera. Logo voltei a fala para ele mais uma vez, segurando sua cabeça em minha direção:

-Agora você deve manter os olhos fixos nos meus e não hesitar ou tentar impedir.

Com certeza o professor já ouvira sobre legilimência e sabia como ela acontecia. Coloquei meus dedos ao lado de suas têmporas e mantive o olhar fixo em seus olhos. Logo o feitiço apareceu em minha mente. Concentrei-me nele e logo recitei ele, clara e mentalmente:

-"Legilimens!"
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