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Quarto Evarínya

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Quarto Evarínya

Mensagem por The Horcrux em Dom 25 Jan 2015, 15:22



Evarínya

A primeira vista é um simples quarto bem decorado, mas evarínya pode ser bem mais do que aparenta. As rochas que estão localizadas ao canto da parede esquerda possuem aroma e calor embriagante, que invade as narinas dos que ali adormecem e fazem seus corpos relaxarem. Há cinco camas no local, todas viradas propositalmente para que formem o desenho de uma estrela. Um pentagrama. Norte, sul, leste, oeste. No sul é possível ver uma pequena janela com vista para o mar. Na parte norte existe um grande armário que serve para os hospedes guardarem suas roupas e objetos. Já no oeste, existe uma pequena mesinha com uma caixa negra. Uma caixinha de música com uma bailarina prateada. Ao abrir a caixa, o bruxo sussurra o nome da melodia desejada e a objeto começa a tocar. Evarínya, que significa estrela, foi criado para hospedar crianças peculiares. No teto há desenhos de estrelas que só podem ser vistos quando a luz é apagada.


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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por The Horcrux em Dom 25 Jan 2015, 19:46



Acontecimentos

Há alguns meses uma ocluadora de água foi sequestrada. Alexis von Lich. Collin foi comprada por Esther e Anne no famoso Duende Bêbado. Além da bela jovem, um bicórnio também fez parte do pacote de compras. A criatura pertencia a Alexis, porém, ao ser capturado, Henry apagou as lembranças da criatura, tornando o bicórnio selvagem. O animal foi trancado numa das partes do castelo, ficando longe da garota. Alexis também teve a mente apagada por uma de suas compradoras. Esther executou o feitiço Obliviate na cabeça de Alexis, fazendo a garota esquecer sua família e de quem ela era. Mas também fazendo a menina pensar que Esther era sua amiga, e que ela amaria o seu novo lar. No caso, o local para onde Esther a levaria. Alexis passou alguns meses indo de um lugar ao outro com Esther, mas ainda não estava no local correto. Depois de um tempo foi levada para o castelo de Saphira, onde injetaram um soro em sua veia, fazendo a garota adormecer. Solaris, a comensal meio-veela, colocou uma bandeja com água, frutas e biscoitos sobre uma das outras camas. Abriu a pequena cortina negra que cobria a janelinha com vista para o mar e se retirou do local.


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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por Alexis Collin Störmberg em Seg 26 Jan 2015, 09:57






Eu não me lembrava de nada antes de Esther esticar a mão para mim e dizer que tudo ficaria bem, eu estava assustada, com certo medo, mas algo me dizia que eu poderia confiar nela, então eu o fiz, seu nome não trazia lembranças ruins pra mim, na verdade não trazia lembranças, pelo curto que me lembrava Esther era uma amiga, talvez a única que eu possuísse, antes disso nada mais, foi vergonhoso assumir que eu não lembrava nem mesmo do meu nome, quem eu era ou de onde tinha vindo, nada, eu tinha alguém nessa poha de mundo? Também era uma informação que eu não nutria, para todos os efeitos eu tinha Esther, era o que parecia necessitar naquela hora, apenas isso, tê-la por perto, parecia confortar-me.

Eu não sabia pra onde nós estávamos indo, ela nunca me disse ao certo, mas me vi convencida de que era um lugar bom, seja lá onde fosse, Esther nunca faria mal nenhum para mim, não é? Eu queria que esse lugar chegasse logo, não entendia a pressa dela para irmos, sempre que estávamos em um lugar não era por muito tempo, o que me deixava um pouco desconfiada, talvez tivéssemos uma data certa para estar em nosso destino final e ela soubesse disso, mas se sabia nunca disse nada, nem porque estávamos viajando tanto, menos ainda sobre se eu tinha algum parente, amigo, toda vez que eu perguntava ela sorria, dizia que eu só precisaria dela e que estaria segura assim, que ela me ajudou em um momento difícil, se ela tinha ajudado então era de bem, eu poderia confiar.

A claridade me deixou um pouco incomodada, assumo, eu ainda não sabia muito bem onde estava e principalmente o motivo, olhei pros lados, ainda deitada, vi outras camas, mas em nenhuma delas vi Esther, na verdade não a vi. Permaneci por mais alguns segundos deitada ali, olhando pro teto estranho e depois joguei o corpo pra frente me levantando, mas não deixando de ficar sentada na cama. – Esther? – A chamei, mas ela não disse nada, nenhum ruído, olhei em volta, vi a bandeja e arqueei a sobrancelha. – Esther eu acordei, onde você está? Você sabe que eu não gosto de ficar sozinha. – Falei em um tom mais alto, mas nada ainda, talvez ela não pudesse me ouvir.
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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por Saphira Du Weldenvarden em Sab 31 Jan 2015, 14:00





A reforma estava sendo feita, as pedras começavam a se levantar, cobrindo o castelo, formando uma grande barreira. Crianças eram sequestradas a todo momento não existia a verdadeira paz. Saphira Du Weldenvarden caminhava de um lago para o outro sobre um tapate vermelho. A ponta do salto de seus sapatos negros batiam com força contra o chão. Ergueu o rosto, fechou os olhos e girou a varinha. Logo uma lenta melodia começou a ecoar por todo o local, e a bela dama abriu os olhos. Caminhou lentamente até o segundo andar, deslizando a mão esquerda pela escada caracol. Saphira ficou de frente para Evarínya, observando a porta, analisando a ouroboros desenhada na madeira. 
Logo os dedos finos tocaram a maçaneta, girando devagar, abrindo a porta. Empurrou, adentrou ao quarto e arqueou a sobrancelha esquerda. A bela mulher trajava vestes negras, uma capa que cobria seu vestido e saltos de ponta fina. Os efeitos da transfiguração feita pela transmutação, revelavam as grandes asas negras da lady, além dos chifres. 
Fechou a porta, se aproximou das camas e respirou fundo. Em uma de suas mãos era possível ver um cetro negro com detalhes em safira. Ela olhava fixamente para Alexis, como um cientista maravilhado com um ser de outro planeta, ou uma descoberta extraordinária. Pendeu a cabeça lentamente para o lado, olhou fixamente para os olhos de Alexis e franziu o cenho. 
Olá, criança... Vejo que ainda não comeu. Deve estar se perguntando sobre o local e onde sua amiga está. Posso apenas dizer que está em minha casa, e que logo Esther retornará para o castelo. A senhorita Poe mora no castelo há algum tempo...  
Respirou fundo, virou de costas para Alexis e caminhou até a pequena janela. Passou as grandes unhas no vidro, cerrou os dentes e arqueou novamente a sobrancelha. A expressão facial de seu rosto não mudava, era sempre o rosto sério e frio. 
Qual é o seu nome? Ao menos consegue se lembrar dele? Poe me explicou que a senhorita levou uma forte pancada na cabeça quando caiu de seu bicórnio. Ele também está aqui, dormindo tranquilamente na parte inferior do castelo...
Olhou fixamente para sua mão, olhando a ferida e respirou fundo. Saphira não deixaria Alexis se virar contra ela, ao menos é o que não queria que acontecesse. 
Vamos ajudá-la... Podemos refazer a sua vida... Basta aceitar algumas condições e jurar me ajudar.


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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por Alexis Collin Störmberg em Ter 03 Fev 2015, 22:27



Eu olhava atenta para a comida, não estava com fome, talvez só um pouco, mas eu não sabia quem tinha trago ou se tinha alguma coisa nela, então só observei as frutas por alguns segundos, queria chamar Esther novamente, mas se ela não viera das vezes em que eu a chamei não viria agora. O barulho na porta me fez encarar a mesma no segundo seguinte, foi quando a vi, aquela figura, uma mulher toda de preto, ela tinha também chifres, como assim? Ele me encarou e eu me afastei um pouco na cama, ela se aproximou e a única coisa que eu queria era me afastar. Ela me questionou sobre eu não ter comido, eu olhei as frutas e depois a olhei. – Não estou com fome, mas obrigado. – Algo me dizia que manter a educação deveria ser algo em relação a ela.

Ela falou também sobre Esther, que ela vivia lá, que logo estaria de volta, mas o que eu queria saber era da promessa que a mulher tinha feito a mim, me dizer quem eu era, a morena não tinha dito muito, não sabia o que esperar, na verdade, eu só queria ter a certeza de que era alguém além de um nome, um único nome, sem sobrenome, sem nada, apenas isso uma palavra. – Alexis. – Eu disse olhando minhas mãos, sem saber mesmo o que dizer além disso, eu não tinha muito mais mais o que dizer, pois na verdade eu não sabia, essa era um tipo de resposta que eu esperava de Esther, ou quem sabe aquela mulher estranha com chifres, as pessoas tinham chifres? Eu passei a mão na minha cabeça, talvez eu devesse ter chifres também e eu não soubesse que tinha, mas no final nada, apenas meus cabelos ali mesmo.

Eu respirei fundo ouvindo a voz dela, quando ela disse "Bicórnio",eu não me lembrava o que aquilo era, ergui o indicador quando ela disse, exitei por mais alguns instantes. – Bicórnio? – Falei baixo olhando pra minhas mãos e depois pra ela, o seu olhar estava na janela e se encontrou com o meu, de início ela não respondeu a minha pergunta, sobre o que era um bicórnio, não deve ser muito importante. Refazer? Não! Não era isso, eu queria minha vida de volta, a não ser que ela fosse ruim. – Eu ajudo, mas eu quero saber quem eu era, algo além de Alexis. – Respirei fundo e ergui a cabeça, mesmo que algo em mim não quisesse encará-la. – E você quem é? – A questionei.


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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por Saphira Du Weldenvarden em Dom 15 Fev 2015, 17:08




Algo além do Alexis. Era óbvio que a menina desejasse sua vida de volta. Uma reação mais do que comum. Saphira a olhou fixamente nos olhos, sem demonstrar qualquer sentimento que fosse. Apenas a olhava, de forma fria e vaga. A sobrancelha esquerda se arqueou automaticamente, e os olhos se fecharam.
Quem sou? O meu nome é Saphira. — abriu os olhos bem devagar, direcionando o olhar novamente para a garota. — É um prazer conhece-la, senhorita.
Sentou-se em uma das camas, observando a decoração do local. Alexis era a primeira de muitas crianças que seriam levadas para aquele lugar. Todas com dons especiais. Crianças peculiares. Levantou uma das mãos, tocando lentamente a ponta do dedo indicador em sua testa.
Como eu havia dito antes, você caiu de uma criatura mágica. Depois um homem a levou e tentou machucá-la, mas Poe lhe tirou de lá. Ela salvou a senhorita.
Espetou uma das unhas na uva verde, a pegando e enfiando na boca. Mastigou lentamente, olhou para Alexis e pendeu a cabeça para o lado.
Percebeu? Não tem veneno. Pode comer…
Levantou-se, caminhando novamente até a pequena janela que tinha vista para o mar. Respirou fundo, observando as águas se agitarem. Logo começaria a chover.
Posso deixá-la ir, sem a sua heroína... Mas também pode continuar aqui, esperar que ela volte e se tornar meu aprendiz.
Virou o rosto, redirecionando seu olhar à garota. Seus olhos percorriam todo o rosto de Alexis, e depois se fixavam nos belos olhos escuros da menina, como se tentasse enxergar a sua alma. Aproximou-se um pouco mais, pegando um copo, despejando água nele. Olhou novamente para a bela jovem e suspirou.
O que faria com essa água? Aumentaria sua quantidade ou a moveria como o mar seus dias de fúria? Concentre-se na água, querida Alexis. Sinta sua energia, a essência, como se ela fizesse parte do que você é. Pode parecer estranho, mas acho que você tem um dom muito especial, mas que, por enquanto, não consegue se lembrar dele. Então... Vamos descobrir.
Colocou o corpo perto de Alexis e deu alguns passos para trás, se encostando lentamente na parede.
Concentre-se, tente sentir a energia fluir em seu corpo. Pense no que poderia fazer com essa água. Acredite no que quer fazer, não deixe o pessimismo ou a dúvida dominar o seu cérebro. Eu posso ajudá-la, criança, basta confiar.
Balançou a cabeça de forma positive e depois olhou para o teto do quarto. As estrelas se moviam lentamente, ao menos na mente de Saphira. Abaixou a cabeça, arqueou a sobrancelha e olhou para Alexis, esperando uma resposta ou ação da garota.

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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por Alexis Collin Störmberg em Seg 02 Mar 2015, 15:50



Então seu nome era Saphira, ela não parecia ser das almas mais bondosas que eu já vira, não que eu me lembrasse de almas bondosas, mas Saphira estava longe de se parecer com elas, possivelmente. Mas ela era bonita, disso eu tinha certeza, os chifres, há, eles não me assustavam, se é que já tinha assustado alguém, com certeza, eu poderia ficar legal com uns chifres como aqueles. Não havia nada perigoso na comida, menos mau, eu estava faminta, meu estômago roncava um pouco, quando ela comeu eu tive um pouco mais de certeza de que poderia comer também, então estiquei o braço e peguei uma maçã, ela era bem vermelha, tinha uma coloração bonita e era bem robusta, levei-a a boca e mordi com certa vontade.

Uma coisa que eu mantinha para mim, a falta de confiança que tinha em Esther, enquanto ela me ajudasse eu continuaria com ela, mas o seu semblante e sorriso não me transmitiam muita confiança, eu poderia dizer que iria embora, pedir ajud a estranha de nome Saphira, mas talvez elas fossem amigas e algo do tipo, algo em mim me dizia que era melhor seguir aquele rumo, ritmo, de certa forma Saphira parecia um pouco mais confiável que Esther, eu poderia estar completamente errada, mas naquele momento ela estava me dando opções diferente da outra morena com quem passei meses. – Porque a Esther não me levou pros meus pais? – Questionei-a, eu não sabia quem eles eram, ou pelo menos não me lembrava, eles poderiam estar mortos ou simplesmente me procurando por aí.

Olhei o copo que estava cheio de água, me concentrei no mesmo, aquilo realmente parecia loucura, por um lado eu queria conseguir, por outro eu estava meio triste por parecer estar presa ali, mesmo que a mulher estivesse se oferecendo para ser minha tutora. A voz dela foi ficando distante, aquele barulho de água foi aumentando ao meu redor e então ele parecia estar dentro da minha mente, a água do copo balançou de um lado a outro, obedecia o ritmo da minha mão direita que ia e voltava, como se eu fosse sua dona, fechei os dedos calmamente e os abri, foi quando aquele grito estranho invadiu a minha cabeça e o copo explodiu jogando água em nós duas. – Desculpe, eu ... Eu não sei como eu fiz isso. – Passei a mão na minha testa, foi quando vi as marcas que não tinha percebido a um tempo, nos pulsos, elas eram idênticas, me perguntei se fora aquela mulher, Esther ou algum aliado que as colocou em mim. – Eu aceito ser sua aprendiz, mas com duas condições, quero voltar pra casa e ser muito poderosa. – Um sorriso tomou os meus lábios quando ergui a cabeça para olhá-la, o poder era algo que parecia me fazer bem.


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Re: Quarto Evarínya

Mensagem por Saphira Du Weldenvarden em Ter 17 Mar 2015, 17:05




Os dedos de Saphira tamborilavam sobre a madeira da cama. Ela observava todos os movimentos de Alexis como se algo extraordinário pudesse acontecer. A menina demonstrava uma expressão curiosa ou até mesmo, preocupada. Os lábios da bela dama se uniram, formando um breve fico enquanto a mesma ouvia a pergunta de Alexis. Respirou fundo, arqueou a sobrancelha esquerda e ergueu a cabeça.
Talvez ela não conheça os seus pais. Em todo esse tempo que esteve ao lado dela, a senhorita notou ou viu alguma notícia sobre sua procura? Sobre alguém que se pareça com você? Pode parecer ruim, mas talvez a sua família não esteja lhe procurando.
Balançou a cabeça negativamente, passando a ponta dos dedos em um dos chifres, acariciando devagar até chegar à ponta. Espetou o dedo duas vezes e depois abaixou a mão. Finalmente a ocluadora focou sua atenção ao copo de vidro repleto de água. Alexis parecia concentrada, tentando controlar ou mover o que a Lady havia pedido. Saphira continuava mantendo a sobrancelha arqueada, olhando para o copo, esperando apenas o inevitável acontecer. E ela não estava enganada, Alexis moveu a água do copo de forma rápida, e depois o mesmo se quebrou, jogando água para ambos os lados. Saphira sentiu as gotas frias tocarem sua pele alva, pendeu a cabeça para o lado e passou lentamente os dedos.
Excelente. Você é uma ocluadora de água. Sinta-se feliz, criança, acabou de se lembrar do que você é. Você é diferente de todos os outros. São raros os bruxos que tem o dom de controlar um elemento da natureza. Assim como o meu dom.
Olhou fixamente para os olhos de Alexis, porém, quando executaria a legilimência, afastou ainda mais o rosto e respirou fundo. Estava na hora de ir. Não conseguia manter muito contato com as outras pessoas, era como se algo dentro de si a machucasse para que ela jamais tentasse mudar. Pigarreou, afastou a capa e lentamente pegou um colar. O pingente era  redondo e, dentro dele era possível ver o desenho de um pequeno Triskle. Saphira entregou o colar à Alexis e pendeu a cabeça lentamente para o lado.
E onde é a sua casa? Poderá sair daqui, sem Esther, se é o que deseja. Mas terá que aprender o seu caminho de casa. Sua casa um dia poderá ser aqui, se assim desejar. Quanto a ser poderosa... Use o colar para me achar. Não me achará diretamente. O colar ativará Solaris, e Solaris a levará até mim.
Olhou novamente para fora da pequena janela, observando as ondas cada vez mais ferozes. Ela adorava o mar. Arqueou a sobrancelha lentamente, voltando seu olhar para a bela jovem. Aproximou-se de Alexis, ficando por trás da garota. Pegou o colar, abriu e colocou em seu pescoço, passando as pontas das unhas lentamente nos fios de cabelo da menina.
Mas também tenho minhas condições... — tocou a ponta da varinha na nuca de Alexis e silabou. — Imperio.
Aproximou os lábios do ouvido de Alexis e sussurrou. — Você esquecerá esse lugar. Não se lembrará de nenhum canto dele, apenas das estrelas no teto, como um céu belo e convidativo. Não sabe e não saberá como entrar ou sair. Irá se lembrar de mim, mas como está vendo agora, uma tutora, ou professora...
Pigarreou, dando passos para trás. Aproximou-se novamente da porta, olhou Alexis de forma fixa nos olhos e suspirou.
Você é poderosa, Alexis. Jamais permita que faça de você um ser inferior. São bruxos como nós, com dons especiais, que mudarão o mundo. Nós somos os que deveriam estar no poder, moldando o mundo a nossa maneira. Cleiton a levará para a escola de onde penso que você é. Não se esqueça de mim e do que lhe ofereci.
Virou-se de costas para Alexis, segurando a porta para sair. — Passar bem, criança peculiar. — afastou-se ainda mais, saindo do quarto, deixando Alexis com seus pensamentos e decisões.

Off: Eu não iria sair da postagem, até porque executei um feitiço em você. Não é nada demais, não a machuquei ou coisa parecida. Porém, como você sabe, ainda estou sem internet. Então para adiantar a sua vida e o seu lado, decidi sair logo e essas postagens ficam como uma parte da sua trama pessoal, ou como uma trama de nós duas. Peça ao Cleiton para postar com você e te tirar do Monte. Ele precisa te colocar dentro de Hogwarts, mesmo as aulas já tendo começado. Bom, é isso.



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Re: Quarto Evarínya

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