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Quarto VII

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Quarto VII

Mensagem por The Golden Compass em Qui 21 Maio 2015, 15:26



Quarto

Um local repleto de magia, calmo e aconchegante. Quando um bruxo coloca a mão na maçaneta, um quadro com número surge na porta. É preciso que o bruxo (a) escolha o número de pessoas que ficará no quarto e, dessa forma, o local se ajustará ao pedido do consumidor. Ou responder a quantidade correta de pessoas, mas de forma oral, informando a porta quantos ficarão no quarto. Quando abrem a porta é possível ver as cortinas negras e acinzentadas decorando o local. As grandes camas de colchões macios e lençóis escuros, uma caixa com velas em cima de uma mesa de mogno e cobertores grossos sobre a cama. Do outro lado do quarto era possível ver dois banheiros com cerâmica azul e prata, uma grande banheira, produtos de banho e toalhas.
 




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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Sex 22 Maio 2015, 09:39


Caminhava sério, com as chaves na mão e sendo seguido de perto por Laís. Subia degrau por degrau, com uma paciência e serenidade de sempre, mas com uma constante e característica expressão de preocupação. Tentava quebrar esse estigma com alguns leves sorrisos amigáveis, mas acho que não tenho muito como esconder isso. - Lalá, uma amiga estava conversando comigo outro dia sobre montar um grupo de estudos, principalmente sobre a parte prática de se utilizar feitiços, acho que deveria participar, será muito bom para todos os alunos. - Comentava, enquanto terminava o último lance de escadas, chegando ao corredor do nosso quarto. Fui olhando porta à porta, observando o que as inscrições na madeira diziam... Quarto V, quarto VI e por fim, o meu quarto VII. Coloquei gentilmente a mão na maçaneta e um quadro surgiu lentamente na altura do meu rosto, perguntando quantas pessoas estariam comigo ali esta noite. Pigarreando levemente, respondi - Duas pessoas - E abaixo da pergunta um dois surgiu escrito em uma caligrafia diferente e à mão. Girei então a maçaneta e abri devagar, revelando um quarto em total escuridão. Dei um passo para dentro e as luzes de candelabros e do fogo da lareira se acenderam. O lugar era lindo e bem claro, contrastando com o ambiente sombrio do lado de fora e até mesmo da recepção e corredores. Abri mais a porta e fiquei ao lado dela, com as duas mãos sobre a madeira, esperando Laís entrar também - Por favor, entre e pode escolher uma das camas... Eu não tenho preferências. - E assim que ela entrou, fechei a porta devagar, sem fazer barulhos e encostando até fechar totalmente. Parei de frente para o quarto e esperei ela decidir aonde dormiria, pegando a cama que sobrou. O fogo da lareira era realmente aconchegante, portanto me aproximei dele para aquecer o resto do corpo, quase congelado depois de se molhar e ficar sob tanta neve e ventos gélidos. - Bem, acho melhor tomar um banho e aquecer totalmente, porque se não vamos pegar com certeza um resfriado. - Caminhei até a janela e afastei levemente as cortinas negras, observando o lado de fora inundado por uma camada negra de "nada". Franzi o cenho com uma sensação ruim sobre isso e fechei novamente a cortina, voltando de costas alguns passos e olhando Laís e sorrindo para disfarçar aquela energia negativa do escuro - Você pode ir primeiro, se quiser!
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Re: Quarto VII

Mensagem por Alícia Adalberon em Sex 22 Maio 2015, 17:30

Vi que o diretor Klaus entrou no quarto número treze e tentei abrir a porta, não consegui, estava realmente trancada do lado de fora do meu próprio quarto, suspirei e revirei os olhos, eu precisava entrar e falar com ele, assim como precisava entrar no quarto, será que Marien ou Ariel estava passando mal?Fiquei preocupada, mordisquei o meu lábio e olhei para Cook por um segundo o amasso também não parecia feliz de estar do lado de fora do quarto, mas também parecia curioso, me agachei perto da porta, peguei a minha varinha e suspirei.

Expecto Patronum!—A raposa prateada saiu de minha varinha, eu nunca iria me conformar com a beleza de um patrono, simplesmente amava o meu, minha mensagem era para o professor Klaus, era bem rápida e o suficiente. “Leon é a nova vampira” O patrono saiu correndo enviar a minha mensagem, dei de ombros e vi que ninguém estava perto, como estava impossível entrar no meu quarto, procurei uma professora, vi Amélia e perguntei se poderia ir ver uns amigos em outro quarto, assim que ela permitiu, agradeci e corri de volta para os quartos.

Bati na porta do quarto do Gio com um pouco de vergonha, abri a porta um pouco depois, olhando em volta e vendo o ruivo, sorri de leve e saltitei até ele, dando um beijo em sua bochecha e depois indo até a mocinha que ainda não conhecia, dei um beijo na bochecha dela também.

Prazer, sou Alícia, mas me chame de Lícia, Alí... Bom, como quiser.  —Me apresento para ela e olho para Gio e depois para a mocinha novamente, sinto Cook arranhar o meu braço e mostro o meu amasso para ela, vi que a minha voz estava um pouco mais rouca que o normal, deveria ser por causa dos gritos e dos berros que eu dei hoje.—E esse é o Cook!—Apresento ele para ela e sorrio largamente.—Posso ficar aqui um pouco?Parece que a Marien ou o Ariel está passando mal e não quero incomodar os dois... —Olho em volta e olho para Cook, estava um pouco nervosa, já havia me esquecido das vezes que eu havia me apresentado hoje e também esperava não estar incomodado eles. 
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Sex 22 Maio 2015, 19:51



Eu e Anni subimos as escadas em silêncio. Não sabia o que tinha acontecido com ele, se eu tinha falado alguma besteira que ele não gostou ou se ele estava apenas com sono. Já no corredor tirei bidu de dentro do bolso, ele deveria estar muito sufocado ali dentro. Deixei ele na palma da minha mão e apressei aos passos, ficando ao lado do ruivinho. Quando ia perguntar se ele estava chateado comigo, ele abriu a boca e falou algo. - Estudos? Ah.. isso deve ser legal, mas eu confesso que não gosto taaaaaaanto assim de estudar, Anni. Mas eu acho que você tem razão, eu não sou muito boa com feitiços, isso iria me ajudar muito. Então eu acho que aceito. - E abri um sorrisão, olhando a porta com o número do nosso quarto. 

O ruivinho falou quantas pessoas iriam dormir ali e então um número apareceu na porta. - Uhhh - Disse arregalando os olhos. Que legal isso. Entramos no quarto e o Gio disse que eu poderia escolher uma cama. Eu gostava de dormir nas camas que ficavam perto da parede. Não sei o motivo, mas desde criança eu adorava dormir encostada na parede, mesmo estando frio. Me aproximei da cama e joguei Bidú em cima dela. - Ele adora quando eu o jogo assim. - E gargalhei, olhando Anni perto da lareira. - Pode tomar na frente, preciso descansar um pouco, meus pezinhos estão doendo por causa dos sapatos, estão um pouco apertados. - Sentei na beiradinha da cama e até afundei um pouco de tão macio que era o colchão, tirando os sapatos e fazendo uma massagem nos meus dedinhos. - Vai primeiro, Anni. - E então assim que vi o menino entrar no banheiro, retirei o outro sapato. Meus dedinhos estavam vermelhos e cheios de calo. 

Os calçados estavam apertados demais e eu não tinha dinheiro pra comprar novos. Me sentei no chão, encostando as costas na cama e comecei a chorar baixinho pro Anne não ouvir. Eu tinha muita vergonha de não ter dinheiro como os outros alunos ou então algum parente para me dar presente como as outras crianças. Após chorar um pouquinho enxuguei as lágrimas e quando Anni saiu do banheiro eu sorri. - Cuida do Bidú pra mim? Eu vou tomar banho. - E corri pro banheiro, mesmo que meus pés estivessem doendo muito. Assim que a água bateu nos calos, senti arder um pouco e puxei o ar pelos dentes, mordi o dedo indicador pra aliviar um pouco a dor que estava toda concentrada nos pés e depois disso tomei o meu banho. 

Sai com os cabelos soltos, o que era novidade, eles sempre estavam presos e sorri para Anni. Me sentei em minha cama e acariciei o Bidú. Quando ouvi batidas na porta. - Eu abro, eu abro... - E sai correndo animada. Abrindo e vendo uma outra aluna um pouco mais alta que eu e com um enoooooooooorme cabelão laranja, assim como o de Gio. Ela pulou pelo quarto feito um coelho e falou com o Anni e depois comigo. Eu não a conhecia, mas do jeito que ela correu para cumprimentar o ruivo eu deduzi que ele conhecia ela. - Oiiiiiiiiiiii Alícia, eu sou a Laís, pode chamar de Lalá, eu gosto... - Me apresentei sorrindo, vendo o gatinho que parecia um tigre ao lado dela. - Mas que bichinho legaaaaaaaaaaaaaaal, é um gatinho? Eu posso pegar um pouco? - Olhei pro Bidú. - Bidú, não fica com ciumes, tá? - e peguei o sapo, beijando sua cabeça e me aproximando de Alícia. - Esse aqui é o Bidú. Eu não vejo problemas não, você vê, Anni? - Perguntei. 
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Sex 22 Maio 2015, 20:29


Laís fez questão de me permitir tomar banho primeiro, insistindo por um bom tempo até me convencer. Sorri envergonhado por ter relutado por tanto e afirmei com a cabeça que aceitava, pegando minhas coisas e indo até o banheiro. Era um cômodo simples se comparado ao quarto da hospedagem, mas servia ao propósito. Pendurei minha roupa e toalha no boxe e deixei a água quente cobrir o meu corpo e deixar o meu cabelo cair sobre o rosto. Esfreguei bem minha face e recostei a mão na parede à minha frente, deixando a cabeça ligeiramente inclinada para baixo, com a água batendo em minha nuca. Suspirei e fiquei pensando um pouco na vida, sabia que depois de um bom banho quente o sono seria implacável, voltaria forte como nunca e eu não poderia deixar Laís falando sozinha, coitada... Terminei logo o banho e me enxuguei, passando uma toalha pelo cabelo e bagunçando-o para ficar seco, porém ainda continuou um pouco úmido. Voltei para o quarto e encontrei a minha companheira com um largo sorriso no rosto, entretanto não conseguia esconder o olho inchado e meio avermelhado, ela tinha chorado. Fechei um pouco minha expressão, curioso sobre seus motivos, mas antes de qualquer pergunta ela saiu correndo de uma forma estranha. Observei seu andar, principalmente seus pés... Estavam feridos e com calos, por isso o andar tortuoso. Assim que Laís entrou no banheiro, peguei seus calçados e olhei... Estavam bem gastos e velhos, por um fio de rasgar. Busquei minhas vestes e peguei minha varinha, apontando para eles - Reparo! - E alguns rasgos e pequenos defeitos foram consertados, como se nunca tivessem sido detonados. Possivelmente eles também estavam pequeno demais, por isso o machucado. - Engorgio! - E o tamanho dele cresceu um pouco, o que eu julgava ser o suficiente para não ferir mais ela. Escondi novamente os sapatos dela debaixo da cama, apenas com uma pontinha para fora e fingi não ter nem visto eles. Fui novamente até a janela e fiquei observando o lado de fora, apesar de não conseguir ver nada ainda. Depois de um bom tempo, a minha colega de quarto voltou, mais feliz do que antes, o que me fez sorrir largamente. Novamente, antes de termos alguma conversa, alguém bateu na porta e Laís se prontificou a atender. A visita era Alícia, minha amiga há algum tempo, que correu pelo quarto e me abraçou. Fiquei muito feliz dela ter lembrado de mim, depois de achar ter sido "ignorado" quando acenei para ela na multidão. Abracei a menina bem apertado, retribuindo o beijo em seu rosto - Lícia, saudades... - Disse baixinho, vendo ela se afastar para falar com Laís e me aproximando do seu Amasso para dar um abraço e um beijo em sua cabeça - [color=#999999]Cook! Bom garoto, lembra de mim ainda né? Mostrando que é um grande Amasso. Essa aqui é a Lalá, minha amiga também, diga oi para ela. - E sorrindo, virei o animal para Laís, deixando ela se aproximar. Me levantei e voltei minha atenção para Alícia, um tanto envergonhado pelo que iria dizer - Claro que pode ficar. Adoraria sua companhia... Eu... Acho que não me viu hoje cedo quando te chamei na multidão do Campo de Quadribol...
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Re: Quarto VII

Mensagem por The Question em Sab 23 Maio 2015, 00:24



Comida.

O companheirismo que era perceptível ao se aproximar do quarto de número sete era reconfortante. A decoração dos pratos deixava claro quem habitava o quarto, pelo menos na maioria.
Sucos de maracujá enchiam completamente as jarras. Carambolas cortadas enfeitavam o carrinho que soltava pequenas estrelas amarelas que sumiam no ar. Queijos estavam em uma das bandejas, enquanto em outra uma deliciosa massa de nhoque lotava ali.
Uma caixa circular amarela continha doces de abacaxi dentro, além de pêssegos ressecados. Um bilhete continha a mensagem:

Sejam bem vindos a pousada do Porco. Lugar onde o nome é raramente dito, sempre caçoado, talvez, tachado de amaldiçoado, mas que sempre foi abençoado. Pedimos para que não saiam da pousada durante a noite e tomem cuidado com as janelas. Não nos responsabilizamos pro ataques vampirescos. Caso corpos sejam encontrados no quarto, o elfo doméstico fará a limpeza assim que os sobreviventes acordarem.


Atenciosamente,
Mr. Huxley fucinho de porco.





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Re: Quarto VII

Mensagem por Alícia Adalberon em Sab 23 Maio 2015, 04:08


Cumprimentei os dois e fiquei feliz com o abraço do Gio, a garotinha logo se apresentou como Laís, ou Lalá como ela preferia, ambos pareciam felizes com Cook ali, me sentei em uma das camas e suspirei, finalmente iria me sentar após andar tanto, mordi o lábio e pensei no que aconteceria caso a vampira descobrisse que eu havia contado para o diretor, mas voltei a sorrir e ri quando Lalá me perguntou sobre Cook.

É um amasso, mas é bem parecido com um gato e claro que pode, ele não morde. —Respondi a garota e volto a olhar o ruivo, franzi a testa com o que ele havia dito. —Mas eu berrei o seu nome ali, só não me aproximei porque estava impossível de andar lá... —O respondi e dei um meio sorriso, voltei o meu olhar para Lalá e o seu sapo, ri e acenei para o animal. —Prazer Bidú!—Cook parecia a vontade tanto com Lalá como com Gio, aquilo me deixava animada.

A comida logo chegou, eu não sentia fome, depois do que li no bilhete que vinha, fiz uma careta e olhei para eles, aquele lugar era realmente estranho... Será que teríamos mais dor de cabeça?Tínhamos três vampiras e dois lobisomens, que iriam se transformar na próxima noite.

Cruzes... Não vou comer não... Vá que tenha macumba!—Disse com um tom de brincadeira, mesmo não sendo uma por completo.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Arânia M. Hoffen White em Sab 23 Maio 2015, 10:04


The itsy bitsy spider went up the water spout.


Porco-Aranha, Porco-Aranha, pouco porco e mais aranha. Vai tecendo a sua teia, mais chouriço, não faz isso. CUIDADO! Ele é o Porco-Aranhaaaa! — cantarolava a menina. Arânia voltava a caminhar pelo local, segurando a bolsa com firmeza. Após roubar uma caixinha de doce e uma garrafa de vinho do outro quarto, a sonserina voltava a procurar sua amada Xania. Os passos eram largos, depois pequenos, até que ela escorregou e segurou na maçaneta de uma porta para não cair. Arregalou os olhos, deixou uma risadinha aguda escapar e abriu a porta. — Uh, não está trancada. — entrou no quarto, fechou a porta e olhou para os três lufanos que estavam no local. Balançou a cabeça positivamente, olhou para os lados e depois para o amasso. — Oieeee, pessoaaaar! Desculpa invadir o quarto assim, mas vocês viram a Xania por aí? Eu dei a Xavasca pra Giulia e a Xania pra Rachel, mas já peguei uma delas. — abriu a bolsa e tirou a tarântula negra. — Mostrarei a Xavasca e a Xaninha pra vocês. — esticou as mãos e mostrou a aranha negra. Depois colocou a criatura em cima da cabeça, até tirar o filhote de caranguejeira azul e mostrar para eles. — Essa é a Xaninha! Filha da Xania, que se perdeu por aí.
Arânia se aproximou das meninas, pendeu a cabeça para o lado e esboçou um largo sorriso. Depois olhou para o menino enferrujado, cerrou os olhos e ficou encarando. — Você tem cara de suspeito... Ai que gato bonito. Isso é um sapo? Que legal. Eu só tenho aranhas, mesmo. Bom, se encontrarem a Xania por aí, basta me gritar, sô. Ficarei gradicida. Inté. — virou e costas para eles, pegou um dos doces de abacaxi, depois um pedaço de queijo e comeu, saindo do quarto.

valeu @ carol!

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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Qua 27 Maio 2015, 19:00



Fiz um carinho no gatinho de Alícia, que depois ela acabou dizendo que era um amasso, eu não sabia o que era, se era uma raça de gatinho que eu não conhecia, mas fiquei quietinha na minha, apenas balançando a cabeça assentindo. Com o Anni eu não sentia mais vergonha de perguntar as cosias, mas a Alí eu tinha acabado de conhecer, então não disse nada. Os dois conversavam quando algo bem doido aconteceu, uma comida apareceu no quarto. - UHHHHHHHH COMIDAAAAAAA - dei alguns pulinhos, mas parei por causa dos meus pés. Peguei a jarra com suco. - É DE MALACUJÁ. Eu adoooooooro - Sabia que estava errado, mas eu e as meninas do orfanato sempre falávamos assim. Coloquei um pouco no copo e bebi, estava muuuuuuito bom. De repente, uma menina com os cabelos loiros, quase brancos entrou e ficou nos olhando. Ela rapidamente explicou sobre sua aranha perdida e mostrou as outras. Me aproximei dela, vendo a Xaninha. - Mas que liiiiiiiiiiiiiiiiiiiindinha, ela é uma gracinha. Bidú, olha lá. - E aproximei o sapinho da aranha, mas ele ficou com muito medo pulou pelo meu braço e entrando dentro da minha roupa. - Disculpa o Bidú, as vezes ele é mal educado. Eu não vi a Xania, mas aviso se vê, tá bom? - E sorri. 

Peguei um pedaço de queijo, mastigando e vendo ela indo embora. - Tchau Aranhas - e dei um tchauzinho com a mão. Suspirei, vendo as estrelinhas que saíam do carrinho. - Que bonitas. - Ia comendo tudo aos poucos, enchendo a boca de doces de abacaxi, quando Lícia falou sobre a comida com macumba. - Por que colocariam macumba na nossa comida? - Indaguei, olhando depois para Anni. - Ai meu Deus, será que eu comi macumba? comida macumbada? - e levei as mãos até as bochechas, fazendo uma expressão surpresa.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Qua 27 Maio 2015, 22:53


Fiquei sentado na cama, apenas observando as duas meninas e seus bichinhos de estimação. Ajeitei meu próprio cabelo e olhei para o amasso de Alícia e a forma como Laís o observava com tamanha curiosidade. Alícia explicou para ela que não era um gatinho e sim um amasso, mas eu tinha minhas dúvidas se ela reconhecia a criatura pelo nome assim tão facilmente, porque Laís fez um olhar muito perdido quando ouviu esta frase. Levantei e me aproximei dela, abaixando junto de Cook e fazendo uma carícia atrás de suas orelhas - Amassos são criaturas mágicas legais, não sei se os conhece Lalá, mas eles são parecidos com leões e mais espertos que qualquer outro felino. Eles tem ótima memória para reconhecer pessoas e de alguma forma sabem sentir algumas intenções de quem se aproxima... - Eu achava tão divertido poder ensinar as coisas... Laís tinha um jeito tão puro, inocente e simples, era aprazível poder lhe transmitir meu conhecimento.

Enquanto estávamos dando atenção para os animais, uma mesa surgiu com alguns doces e salgados. As meninas se aproximaram e a primeira foi Laís, pegando doces e comendo, provando cada peça do buffet separadamente. Eu não estava com muita fome, por isso apenas peguei um pedaço de queijo e comi. Alícia estava cética quanto aos alimentos, dizendo que podiam estar "emacumbados". Ri de seu comentário e cruzei os braços, criticando - Não acho que estejam emacumbados... Os trouxas costumam dizer que algo tem macumba ou voodoo, mas o máximo que isso pode significar é estar com alguma maldição impregnada. Vamos ver... Revele seus segredos! - Disse apontando para a caixa de doces de abacaxi, que parecia ser o maior item dali. Uma explosão surpreendeu os três, fazendo os doces restantes voarem para fora da caixa e soltando papéis amarelos e pretos, fazendo também surgir balões de festa da mesma cor, que caíam devagar pelo quarto. Rebati um deles na direção de Laís e sorri, mas antes de falar qualquer coisa, surgiu uma menina estranha em nosso quarto, revelando suas aranhas tarântulas. Ergui uma sobrancelha e não tive muita resposta para dar a ela, que roubou nossa comida e foi embora. - Menina estranha essa... Bem, aonde estávamos mesmo? Hm... Enfim, vai ter uma festa aqui na hospedagem com a temática de vampiros. vocês vão querer ir? - Pergunto enquanto volto para a cama mais próxima do canto e me sento, encostado na parede.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Alícia Adalberon em Qui 28 Maio 2015, 01:34


Lalá não pareceu entender quando eu lhe disse que Cook não era um gatinho e sim um amasso, olhei para Gio e depois para a garota novamente, será que ela também era nascida trouxa?Quando eu abri a boca para explicar melhor par ela, o ruivo explicou e assenti, mordi de leve o lábio.

O amasso tem traços de leões como a cauda, mas prevalece os traços de gato, não sabem muito bem a origem da espécie, mas pode ser domesticada e eles sabem detectar más companhias e também conseguem encontrar pessoas em meio a multidões. —Completei o que Gio disse e sorri largamente para Lalá, ela era beeeeeem fofa, pelo menos era o que eu achava dela.

Lalá comeu um pouco da comida que tinha no prato que havia aparecido literalmente do nada, mas pareceu realmente nervosa com o meu comentário, dei uma leve risada, mas novamente quando fui falar, Gio disse sobre macumba de trouxa e coisas do tipo... Logo fez um feitiço nos doces e revelou confetes, enfeites e até mesmo bexigas, arregalei os olhos e comecei a gargalhar, de repente Arânia entrou no quarto e apresentou suas tarântulas Xavasca e Xaninha, falando que tinha perdido a Xania, ri mais e quando fiquei sem ar, respirei fundo e fiz que não com a cabeça, respondendo a pergunta da Sonserina, ela saiu do quarto após pegar um pouco da nossa comida, peguei um queijo e comi, dando levemente de ombros, Cook me olhava com cara de dó pedindo comida, fiz careta e cruzei os braços.

Não pode comer comida de humano, amasso gordo!—Falei e ele rosnou baixo pra mim, revirei os olhos e ouvi o que Gio tinha a dizer. —Tem piores por ai... —Comento me lembrando da lufana dançando sozinha na aula de etiqueta, balancei a cabeça e me animei com a tal festa. —Sim, eu vou, vai ter uma desculpa pra fumar e tals... Vai ser legal. —Olhei para a janela e vi que estava mais escuro do que eu imaginava, peguei Cook no colo e acariciei as orelhas do amasso. —Eu vou pro meu quarto, espero que Ariel e Marien estejam bem, a gente se vê mais tarde seus fofos!—Beijei a bochecha de ambos e sai do quarto saltitando, mas antes acenando para eles, assim que fechei a porta, sai correndo em disparada para o último quarto do corredor.

Alícia deixou o quarto. 
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Sab 30 Maio 2015, 13:03



Mesmo fingindo ter entendido o Anni se prontificou de me explicar e logo depois Alícia. Será que estava tão na cara assim que eu não sabia o que o pequeno gatinho era? Anni disse que achava que a comida não estava com macumba, mas se tivesse, eu realmente já tinha comido. Respirei fundo, terminando de engolir o que estava em minha boca. - La no orfanato as tias diziam para rezarmos ao acordar e ao dormir. Macumba é coisa do demonio e bruxaria também... o engraçado é que sou uma bruxa. - Dei uma risadinha, vendo Anni utilizar o feitiço revelador. Ele era muito esperto e pensava de um jeito que as outras pessoas não pensavam, o que fazia ele estar sempre a frente da maioria. Os papéis e balões foram revelados e nosso quarto ficou cheio de pequenos papéis pretos e amarelos reluzentes, era muito bonito. - Iuuuupi. - Dei alguns pulinhos, pegando os papéis com a mão e jogando em cima da cabeça de Alícia e depois da de Giovanni. - Me sinto em uma festa... e ah, se vocês forem eu vou. - Balancei a cabeça, afirmando, enquanto via o gatinho de Alícia querendo comer nossa comida. - Coitadinho, pouxa. Mas tem razão, ele precisa comer comida adequada pra ele. - Dei um joinha com o dedo polegar e me sentei na ponta da cama do canto, observando os dois ruivos. 

Respirei fundo, por algum tempo. - Alí, você é tão bonita e parece ser inteligente. Fumar causa câncer. - Fechei os olhos por algum tempo e quando reabri Alícia já estava de saída. Deu um beijo em Gio e eu e saiu. - Ela é legal e eu adorei o gatinho... digo, amasso. - Abri um sorriso bem tímido, me levantando da cama. - Onde está o Bidú? - Caminhei até o carrinho com a comida e peguei um dos pratos amarelos. Usei a colher para colocar o nhoque no prato e me sentei ao lado de Anni. - Não quer mesmo, Anni? É gostoso... lá onde eu morava quando as meninas se comportavam nós sempre comíamos. - Coloquei uma das bolinhas na colher e ergui a mesma. - Olha o aviãozinho. - E aproximei aos poucos a colher da boca de Anni, mas antes de chegar em sua boca, coloquei dentro da minha. - Uh, ele desviou de caminho. - E dei uma piscadela pra ele. - Come um pouco... - Deixei o prato sobre seu colo e comecei a olhar pelo chão, procurando Bidú, mas ele não estava em lugar nenhum. 

O chão estava coberto de papéis, me abaixei, afastando alguns com as mãos para ver se achava o sapo deitado sobre o piso, mas não o encontrava. - Espero que ele volte logo, sinto a falta dele. - Me levantei, tirando alguns papéis do cabelo, fazendo um bico em seguida. - Quer um pouco mais de suco? - Voltei para o carrinho e quando vi, Bidú estava dentro da jarra de suco de maracujá. Levei a mão até a testa, dando um tapa nela. - Ahhhhhhhhhhhh não, Bidú. De novo não... - Coloquei a mão dentro do suco, retirando o sapo de dentro da jarra. - Acho que não tem mais suco pra gente, Anni. - Coloquei Bidú no chão, balançando as mãos para que o suco saísse de minha mão. - Acho que agora ele precisa de um banho... - Suspirei.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Sab 30 Maio 2015, 23:30


Lalá comentou sobre o seu orfanato novamente e um pouco sobre a criação com freiras que ela teve. Realmente a bruxaria é considerado pelos trouxas mais religiosos como algo demoníaco e suficiente para mandar a sua alma para o inferno. Eu era ateu, então isso realmente não me incomodava, porém se ela está acostumada com algo mais divino, se sinta perdida. Sobre a festa, Alícia achou uma boa ideia e Lalá não pensou diferente. Sorri com as suas animações, mas eu sinceramente preferia ficar no quarto e dormir um pouco por hoje. - Eu ainda não me decidi por ir ou não, estou um pouco cansado e talvez dormir algumas horinhas seja o melhor... Não sei, realmente. - Alícia chamou a atenção do seu amasso para parar de comer nossa comida e eu apenas observei. Já Lalá se incomodava com o papo de fumo, o que eu também não gostava, apesar de ser mais discreto e não comentar sobre isso, mesmo quando me incomodava. Já havia passado bastante tempo da nossa conversa e Alícia se despediu, dizendo que precisava voltar para o seu quarto. Fiz questão de levantar e me despedir, mas ela foi mais rápida e me beijou no rosto antes que eu me levantasse, a mesma coisa com Lalá. Assim que Alícia deixou nosso quarto, Laís se dirigiu até a mesa do buffet e começou a preparar um prato para si. Era nhoque, um prato muito saboroso, mas que mesmo assim não me enchia o apetite ao olhar. Lalá comia como alguém bem familiarizado com a massa e me incentivava a provar. Aceitei, me aproximando, quando fui surpreendido por um "aviãozinho" com a colher cheia. A observei sério e não abri a boca até o último segundo, mas por incrível que pareça, Laís virou a colher para a própria boca e comeu tudo. Isso havia sido um tanto engraçado, o que me fez esboçar um sorriso. Me aproximei e coloquei um pouco de nhoque no prato pra mim também, enquanto Laís procurava a sua rã de estimação. Fui pegar a jarra de suco de maracujá para beber, mas fui impedido por Lalá, que havia finalmente encontrado o seu sapo dentro da jarra de onde eu ia beber. Ufa. Salvo nos últimos segundos. - Obrigado, quase bebo o seu bichinho... - E ri continuando a comer e deixando o prato sujo na pilha de coisas que vieram magicamente.  - Vou escovar os dentes e já volto - Me afastei por um tempo, indo até o banheiro e volto alguns minutos depois, indo diretamente para a minha cama e sentando na lateral - Eu não aguento descer para a festa... Mas não quero te prender aqui... Pode ir e eu deixo a luz acesa para quando você voltar, Lalá.... - E colocando os pés para cima, me cobri com o edredom, deitando de lado, ainda observando a garota.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 00:07



Anni disse que por pouco não bebeu o Bidú. Já imaginou se isso acontece? Me imaginei pedindo pro Anni abrir a boca e vendo o Bidú lá dentro cheio de medo. Balancei a cabeça, espantando esse tipo de pensamento e sorri. - Ele é travesso.. - Expliquei. Enquanto Anni foi escovar os dentes fiquei fitando Bidú meio apreensiva. - O que vou fazer pra você dormir, Bidú? Está querendo água, não é? - Perguntei para a rã, sabendo que não teria resposta. Assim que Gio voltou, me levantei e corri para o banheiro, fazendo o mesmo que ele. Antes de terminar, fui para o quarto novamente e vi o Gio enrolado na coberta. - Já sei. - Disse com a boca cheia de pasta de dentes. - Eu vou colocar o Bidú na banheira. - E dei alguns pulinhos e fui enxaguar a boca. 

Assim que terminei retornei para o quarto e peguei o Bidú. - Anni eu não vou pra festa não, não quero ir sozinha e eu não sei se Alí gostou de mim. Não quero ser um fardo pra ninguém, sabe? - E encaminhei o Bidú até o banheiro. Abri a torneira da banheira e o deixei sobre a pia. Sai correndo e pulei sobre a cama de Anni, em cima dele. - Acooooooooooooorda, não consigo dormir com essa música lá embaixo. - Balancei as sobrancelhas, retirando o edredom de cima dele e sorrindo - Você por acaso teria vermes, larvas, grilos vivos? - Perguntei. E me sentei ao seu lado, fitando seus cabelos ruivos. - Você não ora antes de dormir, Anni? - E suspirei. - IH, A BANHEIRA. - Corri para o banheiro e desliguei a torneira. Coloquei o Bidú lá dentro, que rapidamente começou a nadar. Ele gostava de água, afinal, era uma rã, mas sua espécia era semi-aquático então gostava tanto de água quanto de terra. O deixei lá nadando e voltei para o quarto, quando ele quisesse dormir ele provavelmente voltaria pra lá.

- Anni, você que é bom com feitiços... Será que poderia me ajudar a arrumar terra e algumas folhas pro Bidú dormir? Não adianta ter só terra na banheira, ele precisa de terra também. Lá no castelo tenho um aquaterrario, mas como ele veio escondido não sei muito bem o que fazer. - Suspirei. - Afu! - E deitei na cama de Gio, ao seu lado.  
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Dom 31 Maio 2015, 00:36


Laís falava sozinha antes que eu saísse para o banheiro escovar os dentes... Digo, sozinha não, ela falava com Bidú, a sua rã de estimação. Perguntava para seu animalzinho sobre onde colocá-lo para dormir, porque ele precisava e gostava de água, o que não era tão simples de conseguir por ali. Possuía várias ideias do que fazer com a rã, mas como ela não havia me pedido nada, apenas dei de ombros e fiz vista grosa para os problemas, Na volta, Lalá parecia ter tido uma ideia brilhante e correu com Bidú para o banheiro, enquanto eu só me enrolava nas cobertas. Laís disse que também não iria ao tal Baile ou Festa, ou seja o que fosse. Quando eu me preparava para dormir, ela saltou sobre a minha cama, retirando meu edredom e deitando ao meu lado. Me virei para ela e esbocei um sorriso, - Ainda somos muito novos para usar um feitiços de conjuração, então só lhe resta tentar usar Accio e buscar arrastar um saco de areia ou terra até aqui... Mas isso pode ser meio complicado, Lalá. - E então abri os olhos, notando que a menina estava bem próxima de mim. Estava frio, muito frio. Os momentos rápidos sem o edredom eram congelantes, por isso puxei a coberta sobre nós dois, me aproximando mais de Laís e dizendo um pouco sonolento - Será que ele... aguenta até amanhã sem terra? Nós podemos pegar terra do jardim e... nossa, tá frio mesmo né? Está sentindo? - E esbocei novamente um sorriso, segurando as mãos da menina junto das minhas. - E você está gelada! Nossa! O frio é ótimo, mas nada melhor nele do que ficar aquecidos, não acha? - Lalá me perguntou se eu rezava antes de dormir, o que achei curioso já que não estava acostumado com isso. Nunca havia sido batizado na igreja pelos meus pais e vivi a vida toda isolado de qualquer tipo de igreja. - Não, eu sou ateu na verdade, Lalá... Eu... não acredito muito em Deus, sabe? Mas acredito que haja uma força superior a nós. com a capacidade de coisas incríveis como criar e destruir livremente! - E enquanto isso fiquei pensando nas possibilidades de qualquer outro feitiço, mesmo de outros anos, que fizessem terra surgir magicamente, mas não encontrei. Normalmente ocluadores de terra podem manipular este elemento como bem entenderem, trazendo a tona a quantidade de materiais raros que quiserem da profundeza do solo, mas não conhecia nenhum feitiço que substituísse essa habilidade, como funcionava com as outras ocluações. O único tipo de controle terrestre que conhecia era o de plantas, mas isso não ajudaria neste caso, então estamos realmente em condições desfavoráveis.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 01:21



Anni tinha razão sobre sermos novos demais para usar algum feitiço de conjuração. Ainda mais eu, que não sabia usar direito nem os feitiços do meu ano. Suspirei, vendo Anni abrir os olhos. Levei a mão até o queixo, pensativa. - Acho que sim... me espera. - E fui até o banheiro, liguei o aquecedor da banheira e encostei a porta do banheiro. Voltei para o quarto e apaguei também a luz, trancando a porta. Peguei a varinha sobre minha cama e me deitei de novo ao lado de Anni. - Lumus. - E uma pontinha de luz iluminou minha varinha. Sorri, mordendo a língua. - Esse eu consigo fazer direitinho. - Dei algumas gargalhadas, ouvindo a pergunta de Anni sobre Bidú. - Ele é guerreiro, sobreviveu a neve. Acho que consegue, mas se ele morrer... - fiz um bico e uma expressão triste. - não sei o que seria de mim. - Giovanni sorriu e eu também sorri, levei a mão até os cabelos ruivos dele deixando-os bagunçados. - Agora sim parece que quer dormir. Arran, Arran. - E nisso ele juntou nossas mãos, falando surpreso que eu estava gelada.

- Sério? EU nem senti nada. - E soltei rapidamente uma das minhas mãos, tocando os dedos gelados no pescoço aquecido pelo edredom de Giovanni. E então, ele me respondeu sobre religião. Ele explicou que não acreditava em Deus mas sabia que existia uma força maior, balancei a cabeça assentindo. Apesar de ter minha religião, aceitava que as pessoas eram diferentes e que cada uma deveria acreditar naquilo que seu coração mandasse. - Eu iria ler algumas palavras da biblía pra você, mas deixa pra lá... - E dei algumas gargalhadas. - Me abandonaram quando eu tinha dois anos no orfanato. Fiquei lá até receber a carta de Hogwarts e volto pra lá todas as férias. As tias eram simpáticas, mas sempre deixaram claro que não eram nossas mães e que não podíamos criar laços muito fortes. - Respirei fundo, na verdade nem sabia o porque de estar contando isso pra ele, talvez fosse porque eu estava sem sono e queria conversar com alguém. Passei tanto tempo invisível em Hogwarts que agora que tinha encontrado um amigo estava simplesmente desabafando.

- Fui criada acreditando em Deus, sabe? Eu sempre ando com uma bíblia, mas posso te contar um segredo? - Cobri nossas cabeças com o edredom e deixei a varinha entre nós, apenas para iluminar nossos rostos. - Eu também não tenho muita fé. - Disse sussurrando.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Dom 31 Maio 2015, 01:50


Laís desabafou bastante comigo e eu me sentia lisonjeado por isso, porque nós nos conhecemos a pouco tempo e ela já tem confiança total em me contar coisas do seu passado e algumas do seu presente. Eu a observava ali debaixo do edredom, concordando com tudo o que ela falava e até expressando um pouco da minha opinião sobre fé e sobre O divino, algo que surpreendentemente ela respeitou. Estou acostumado com crentes bem insistentes em espalhar a própria fé para pessoas que não gostam ou não querem simplesmente saber nada sobre isso, mas Laís era diferente neste ponto. Lalá contou que pela sua criação, sempre andava com uma bíblia consigo e que até leria uma passagem bíblica para mim, mas... Mas o que? - Não se preocupe sobre eu ser ateu, se quiser ler algo para mim eu ouvirei a filosofia por trás de suas palavras e não me incomodarei se eu acredito ou não no que está escrito. Todo o conhecimento é edificante, como pessoa e hoje em dia, como bruxo. - Disse lentamente, baixinho debaixo da coberta e encarando a lufana. Eu realmente gostava de encarar a bíblia como um livro histórico interessantíssimo e portanto sabia de cor muitos versículos diferentes, algo que preferi nem contar para ela, pois ficaria tentando a discutí-los de acordo com os meus conhecimentos. Lalá então tocou minha cabeça e bagunçou meus cabelos, dizendo que agora sim, com as devidas alterações, eu estava parecendo alguém que vai dormir. Esbocei um sorriso e repousei a minha mão sobre o braço dela que estava para cima, já que estávamos de lado e desci minha mão por ele, aquecendo a sua pele. - E você parece que não vai dormir tão cedo... Acho que posso ficar bem mais acordado também, sabe? - Completei, notando um sorriso nos lábios de Laís. Ela complementou todo o seu último desabafo dizendo que tinha um segredo sobre ela, que me encolhi para ouvir melhor. Ela dizia que não tinha tanta fé assim, enquanto colocava a varinha entre nossos rostos. Segurei a sua mão com a varinha acesa e a afastei da frente de nossos rostos, deixando apenas a alguns centímetros de distância. Me aproximei ainda mais de Laís e sussurrei algo para ela - Isso é interessante, porque então você não tem tanto temor assim de... pecar, né? - Disse a observando e sorrindo, encarando seu rosto inocente, mas que de alguma forma escondia um grande jeito de sapeca. Toquei o seu queixo e fiz uma carícia em seu rosto a encarando ainda mais de perto.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 02:13



O lufaninho ruivo falou que não me importaria se eu lesse um dos versículos da bíblia pra ele, mas realmente eu não iria fazer aquilo. Era complicado falar sobre minha religião. Eu acreditava em Deus, lia a bíblia, mas as vezes me surgiam dúvidas. A tia do orfanato uma vez havia me dito que era normal ao longo da vida termos dúvidas sobre o Divino, mas que não era pra nunca deixarmos nossa fé ser abalada por conta delas. Olhei para o lado que estava escuro e logo depois voltei a encarar o Gio. Ele tocou minha pele, descendo sua mão aquecida sobre meu braço. Abri um sorriso meio envergonhada, pra falar a verdade não sabia muito bem o que fazer. Então, dobrei meu braço, fazendo um carinho no braço dele também. - Eu costumo dormir tarde, eu fico pensando em coisas aleatórias ou simplesmente fico de olhos abertos até pegar no sono. As pessoas lá embaixo parecem estar se divertindo, então eu fico pensando em como deve estar. Mas antes que diga pra eu ir lá, quero dizer que to gostando de conversar aqui com você, tá? - Abri um sorriso.

Me ajeitei na cama, ficando em uma posição, ainda de lado, mas um pouco mais favorável e confortável para mim. Gio então afastou a varinha e tudo ficou um pouco mais escuro. Coloquei as mãos juntas abaixo do rosto, fazendo uma expressão serena pra ele. No que será que estava pensando? A verdade é que ele não falava muito, só quando queria explicar algo, tirando aquilo ele sempre estava quieto, com uma carinha de bunda sardenta pensativa e eu sempre me perguntava o quê era que ele pensava. Talvez não estivesse acostumada com pessoas quietas. Cresci em meio à meninas que adoravam conversar e falar o tempo todo. Ele se aproximou bem mais e nossos rostos ficaram pertinhos um do outro. Ele então perguntou sobre eu ter medo de pecar. Uma pergunta muito estranha. - Hm... - Disse baixinho, conversávamos baixo, quasse sussurrando. Parecíamos crianças que estavam acordadas escondidas e falavam baixo por medo de serem pegas. - Pecar é humano, Anni. Isto é "humano". Mas Deus requer perdão, senão Ele não nos perdoará. Ao longo da vida ainda vou pecar muito, seja por querer ou sem querer, mas acho que se eu me arrepender, ele irá me perdoar, mas não vamos falar disso, okay? - Abri um sorriso, passando o dedo indicador na ponta de seu nariz. - E você, já pecou muito? Sente vontade de pecar agora?
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Dom 31 Maio 2015, 02:50


Laís parecia estar se divertindo aqui comigo, conversando escondidos debaixo das cobertas e batendo um papo tranquilo e sem hora para acabar. Lá embaixo o som da música era implacável, e apesar de estarmos totalmente lacrados sonoramente, ainda dava para ouvir as batidas fazendo a madeira e a cama vibrarem um pouco. Alícia com certeza estava lá se divertindo e fumando, mal podia imaginar como era legal estar aqui em cima. Ou talvez só fosse legal mesmo para mim e para Lalá, vai saber...  A lufana parecia sussurrar cada vez mais, principalmente quando falei sobre o fato de pecar. Ela dizia que acabaria pecando muito ainda e contava com o perdão divino que havia de acontecer, ou pelo menos foi o que eu estava entendendo disso tudo. Confirmei com a cabeça e com alguns movimentos da cabeça, quando ela passou sua mão pelo meu nariz em uma brincadeira engraçada e que me fez rir. Em seguida, me perguntou algo curioso... Se eu já pequei muito e se eu sentia vontade de pecar agora.... Mordi meu lábio inferior pensando em como responder a essa pergunta e - Bem... - Dizia, aproximando meu corpo do dela, até nos tocarmos. - Depende do que é exatamente O pecar... - E esbocei um sorriso, dando um selinho surpresa em Laís - Isso é pecar?- E então esperei a resposta, fazendo uma expressão de curioso em aprender. Passei então minha mão pelo seu rosto e pescoço, descendo pelos ombros e pela lateral do seu corpo, até apertar a sua cintura e descer a mão pelas suas costas em um abraço. - E isso, Lalá? Seria pecado? - Aproximei meus lábios do dela novamente e beijei de verdade, em um beijo de língua, ainda abraçado. Deixei acontecer bem devagar, esperando um certo tempo após "encaixarmos" nossos lábios, para então contraí-los em um beijo calmo, passando minha língua pela dela e  e voltando a abrir meus lábios para dar continuidade ao beijo, mas agora um pouco mais intenso. Não sabia se isso era pecar, mas com certeza meus pensamentos eram libidinosos e nada puritanos no que se tratavam a Laís. Segurei a sua mão com a varinha afastando-a de seu corpo e pressionando-a sobre a cama até que ela a soltou, fazendo o feitiço de iluminação sumir e apenas restar a escuridão. Enquanto beijava, inclinava meu rosto para o lado e ficava apoiado no colchão, para estar ligeiramente acima de Lalá, segurando seu braço contra a cama durante o beijo.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 03:33



Fiquei quietinha esperando o Anni responder sobre minha pergunta. Já que estávamos indo tão longe sobre os pecados, eu também queria saber dos dele. Ele começou a se aproximar demais. Falava baixinho enquanto sorria e dizia não saber exatamente o que é pecar. E então, me surpreendeu com um selinho. Arregalei os olhos, muuuuuuito surpresa. E então veio sua pergunta sobre o que era pecar. Eu senti como se meu estômago fosse um aquário e que nele estivessem nadando vários peixinhos amarelos e pretos. - Prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes, Anni... - Explicava feito uma boba. Ele passou a mão pelo meu rosto e foi descendo pelo meu pescoço, passando por meu corpo. Mesmo com a pouca luz dava pra ver o que ele queria.

Não sabia o que fazer, realmente. Nunca havia beijado na vida. Na verdade nunca tinha nem chegado tão perto de um menino como tinha chegado dele. Eu não sabia beijar, muito menos como usar a língua quando ele invadiu a minha boca com aquela coisa molhada, meio grossa, meio fina, maleável dele. Foi muito esquisito, tentei acompanhar seus lábios, mas foi estranho demais. Ele começou a ousar e apagou a luz da varinha e acabamos ficando completamente no escuro, embaixo do edredom. "Me perdoa, Deus. Me perdoa, por favor" pensava em meio aos beijos, mas será que eu seria perdoada? Afinal, eu estava retribuindo. Depois de algum tempo beijando, tirei ele de cima de mim e saímos retirei o cobertor de cima de nós. "Lalá, se importaria de dividir um quarto comigo? Bem, com camas separadas, claro... Acho que é sempre bom ter uma companhia para momentos assim. Alguém para conversar até dormir, ou para simplesmente dar um apoio quando não está se sentindo bem. " foi o que ele disse quando pediu para que ficássemos no mesmo quarto. 

Cruzei as pernas e inflei as bochechas, logo depois soltando o ar com as mãos que as apertavam. - Isso é beijar? - Perguntei muuuuuuuuito envergonhada. Balancei a cabeça negativamente, dando um tapa na testa. - Eu sou muito boba, né? - Perguntei, abrindo um dos olhos. - Esse foi meu primeiro beijo. - Confessei, abrindo o outro olho.

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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Dom 31 Maio 2015, 03:55


Laís não parecia incomodada com meus beijos e investidas, portanto continuei até onde daria. Não sei o que se passava naquela mente inocente de Lalá, mas com certeza era algo curioso, pois ela tinha uma forma de raciocinar as coisas diferente da maioria das garotas de sua idade. Fui avançando e me posicionando sobre ela, mas a lufana me interceptou, me empurrando contra a cama de costas e ao seu lado. Fiquei sério, pois acabei de me tocar que estava seguindo por um caminho completamente diferente do combinado antes de dividirmos um quarto juntos. O que será que ela estava pensando de mim. Tinha medo de ser tachado por ela de um desalmado safado e sem coração, ou coisa parecida. Sentei na cama e abaixei a cabeça, esperando ouvir o que ela tinha a falar, mas ao invés de qualquer tipo de briga ou reclamação, ela só perguntou se isso era beijar. Assenti com a cabeça, timidamente e esbocei um sorriso com o fato dela ter perguntado isso e dito que era muito boba, que era apenas o seu primeiro beijo. - Você não é boba, não diga isso, você é uma menina incrível e que só precisa de companhia para descobrir o melhor da vida, em todas as áreas... - E me aproximando dela ainda sentado, acariciei a sua cabeça, entrelaçando meus dedos entre seus cabelos - Eu não sabia que era seu primeiro beijo... Espero que não tenha sido tão estranho pra você, não quero ser lembrado como "uma primeira experiência ruim". Alguns especialistas dizem que isso poderia mudar completamente as futuras experiências amorosas e tal. Tudo dependeria da primeira vez. - E fiquei pensativo por um tempo, levando minha mão até os lábios em uma posição clássica - Na verdade dizem a mesma coisa de todas as primeiras vezes, entende do que estou dizendo, certo? É sempre bom ter uma paciência, calma e um bom clima e espero ter proporcionado um pouco disso para você. Ok, estou falando demais, perdão... - E com a face sardenta, toda ruborizada, abracei os joelhos e fiquei olhando para as cobertas longe de nossos corpos. - Bem, foi um excelente beijo para a sua primeira vez.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 04:13



Respirei fundo, vendo ele abraçar os próprios joelhos. Ele dizia que eu não era boba e que eu era uma menina incrível e que só precisava de companhia para descobrir o melhor da vida. Suspirei, levantando uma das sobrancelhas. - É? - Senti seu carinho, fechando os olhos por alguns segundos. Ouvia o que ele falava e por incrível que pareça, tudo que ouvia sair de sua boca o interpretava de um jeito malicioso. - Não foi ruim, foi estranho porque eu não sabia o que fazer, sabe? - Abri um sorriso de canto e ajeitei a blusa. - Acho que... certo. - E então ele terminou dizendo que eu tinha sido boa em meu primeiro beijo. Balancei a cabeça para os lados e levantei da cama. Fui até a porta do banheiro e vi Bidú lá ainda nadando. Caminhei lentamente até a cama de Anni. Me inclinei um pouco e coloquei os dois dedos da mão direita sobre a ponta da cama. Comecei a movimenta-los como se fossem duas pernas, que caminharam desde o final da cama, até alcançarem Gio. Subiram por suas pernas, seu peito e pararam em seus lábios. - Podemos tentar de novo? - Perguntei timidamente, sentando ao seu lado.

Será que o que eu estava fazendo era pecado? Na verdade não importava muito, afinal, eu mesma havia dito que não tinha lá tanta fé. Anni era um menino legal, apenas me surpreendeu, ele tinha um lado que eu não conhecia. Era muito gentil e muito inteligente. Pensei que não fosse o tipo de garoto que saía por ai beijando as meninas que dormiam no mesmo quarto que ele. Mas se Deus o colocou em meu destino era porque algo entre nós deveria acontecer.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Dom 31 Maio 2015, 04:44


Não sabia bem aonde tudo isso terminaria, mas estava gostando do rumo desta conversa. Ao dizer o quanto Laís era incrível, ao invés dela desconfiar ou ficar contra mim, ela perguntou "É?". E isso era o sinal universal de que a mulher ou menina, está interessada e gostou do que ouviu. Não que eu usaria isso para fins malignos com a sua boa vontade, mas era bom utilizar esses sinais meio universalizados para saber o quanto estava indo bem ou não. Expliquei um pouco do que sabia sobre 'primeiras vezes', 'beijos' e etc, além de parabenizá-la por seu excelente desempenho na primeira vez. Ela também diz que possivelmente achou estranho só por não saber o que fazer, como reagir e tudo mais, o que me fez esboçar novamente um sorriso de canto dos lábios. - No início ninguém sabe, mas basta me seguir e tudo vai ficar perfeitamente bem. - Dizia com toda a paciência do mundo e tentando ser muito amigável e sorridente, algo diferente do meu comportamento de antes, mas que não conseguia esconder - Desculpe eu ter dito que não ia rolar nada se dormirmos no mesmo quarto, mas fiquei encantado com você. Algo me atraiu fortemente para você e... e... - Lalá então levantou correndo e foi até o banheiro, me deixando para trás e com uma cara de bunda. Perdão, mas acho que é a melhor definição. Quando pensava em deitar e dormir, ela voltou. Então apenas tinha ido ver o Bidú e não fugir de mim. Com aquele jeito meigo e inocente, ela fez duas perninhas com os dedos da mão e veio caminhando pela cama, pelo colchão, pelas minhas pernas, peito e até os meus lábios, perguntando se podíamos tentar de novo. Aceitei com a cabeça, sem dizer nada e deixei que ela se aproximasse de mim, dessa vez estando eu sentado e ela em pé. Lalá era bem menor do que eu, então não foi difícil colocá-la em meu colo, sentada, enquanto a envolvia em um abraço. Beijava intensamente, mas deixando ela me acompanhar no ritmo dela. Ela precisava se acostumar com meus lábios e meu jeito de beijar. Ficamos durante muito tempo nos beijando, parando por alguns momentos para alguns selinhos ou simplesmente encostar nossas testas e sorrir, com algumas carícias. Deslizava minha mão pelas suas costas, apertando seu corpo contra o meu com as minhas mãos bem firmes. De vez em quando até arriscava dar uma mordiscada em seus lábios, mas sem nem pensar em machucá-la ou assustá-la, apenas o suficiente para puxar um pouco e depois voltar a beijar o local. Me afastei então um pouco e disse - Então, Lalá, está melhorando? - E voltamos a nos beijar.
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Re: Quarto VII

Mensagem por Laís Loremarie H. Schulz em Dom 31 Maio 2015, 20:37



Giovanni disse entre suas explicações que eu precisava apenas segui-lo e que tudo ficaria bem. Que no inicio ninguém sabia de como fazer, assenti com a cabeça, perguntando. - Você já fez isso muitas vezes? - Perguntei. E depois ele pediu desculpas por tudo. Fiquei feliz e sorri por ele ter dito que eu era bonita. Tá bom, ele não tinha dito que eu era bonita, mas era isso que eu entendia do "fiquei encantado com você". Nenhum menino tinha dito isso pra mim e foi engraçado a sensação que tive. Pedi para Anni para fazermos de novo. Foi estranho mas eu queria saber como tentar. Ele me pegou no colo e me colocou deitada em seu colo, como se quisesse me ninar e me proteger dos males do mundo. 

E então, ele me beijou novamente. Parecia que ele tinha muita vontade de fazer aquilo, pois foi bastante intenso e rápido e demorou para que eu me acostumasse. Mas no fim, era fácil. Apenas mexer a língua e movimentar a cabeça. Foi legal porque senti o gostinho de menta em sua boca por causa da pasta de dente. Paramos os beijos algumas vezes e nos olhávamos e sorríamos. Eu ainda estava tímida mas estava gostando. Ele mordia meu lábio de leve, mas eu não sabia se só o homem fazia aquilo e se a mulher poderia fazer também. 

Quando acabamos, ele se afastou um pouco e me perguntou se estava melhorando. - Siiiiim!!!! agora me sinto mais segura, mas... hum... ainda sinto vergonha. Sabe, enquanto a gente beijava eu fiquei lembrando de algumas passagens bíblicas. O beijo não é pecado, se eu bem me lembro. Apenas relações sexuais antes do casamento. Acho que então podemos fazer isso sem culpa no coração. - Sorri, saindo de seu colo. Gio era bem grandão, era engraçada a situação. Me levantei da cama e peguei alguns doces. 

- Eu achei engraçado sentir o gostinho da pasta em sua boca. Toma, come. - Ofereci alguns doces de abacaxi para ele e comi alguns. - Agora vamos beijar de novo? A gente pode fazer em pé? Eu ainda não sei como funciona em pé. - Bati algumas palmas entusiasmada, e chamei ele com os dedos das mãos. Assim que ele ficou de pé, olhei para o alto. Uma diferença de altura muito grande. Não tinha importado com aquilo no inicio porque a gente só conversava, mas antes era diferente. Comecei a dar uns pulos bem a sua frente, tentando alcançar sua boca, mas o máximo que eu conseguia era tocar seus lábios por alguns milésimos de segundos até alcançar o chão novamente. - Ah, assim vai ficar difíiiiiiiiiicil. Poooooooooxa. 
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Re: Quarto VII

Mensagem por Giovanni Weeks Popplewell em Dom 31 Maio 2015, 23:55


Lalá tinha pedido para continuarmos com o que estávamos fazendo, se fosse possível. Óbvio que concordei e quando menos esperava, lá estávamos nós nos beijando de novo, de forma intensa. Eu estava curtindo muito esse momento, apesar de não ser a minha primeira vez, ainda assim era emocionante, principalmente por ser uma novidade para Laís. Era muito legal ser a primeira pessoa de alguém, pois de certa forma estava ensinando a ela alguma coisa e ao mesmo tempo me divertindo. Ao terminarmos o beijo, Laís se afastou e perguntou se eu fazia muito isso. Ri e respondi - Não, na verdade tem um ano que eu dei o meu primeiro beijo e desde lá eu não tinha beijado ninguém, até hoje. - E fiquei observando a menina, que estava muito empolgada, levantando e caminhando pelo quarto.

Laís disse estar bem mais segura depois dessa segunda vez. Ela diz que beijar não era pecado, mas comenta sobre as relações sexuais antes do casamento. Ela não devia ter tocado nesse assunto, eu tentava não lembrar desse assunto enquanto nos beijávamos, mas agora ficava um pouco inevitável. - Bem, sobre isso, verdade... Mas eu também nunca fiz sexo, Lalá... - Ela então foi até um doce de abacaxi e me deu, dizendo que o gosto de pasta de dente era engraçado. - Beijo de abacaxi? Deve ser legal, vamos ver... - me aproximei e fiquei de pé, próximo dela, para ela poder ver como era um beijo de pé, porém nossas alturas eram bem diferentes e ela precisava realmente saltar para poder dar um simples selinho. Eu ri das suas reclamações e quando ela saltou novamente, a surpreendi segurando seu corpo em meus braços com certa facilidade, beijando-a intensamente. Andava com ela pelo quarto e apesar de ser fácil carregá-la, ainda precisava de jeito para não cairmos os dois. 

A encostei na parede, beijando-a e segurando-a pelas pernas agora. Sentia seu corpo junto ao meu e não podia segurar a excitação do momento refletida de forma física, eu estava realmente cheio de tesão. Fiquei tímido com a reação do meu corpo ao momento e ficava em dúvidas se Lalá iria notar.... isso... Mas por maior que fosse a vergonha, continuei firme no que estávamos fazendo, sem parar por qualquer momento. Segurava a sua cintura com uma das mãos, levantando levemente sua blusa, mas ainda mais preocupado em beijar e segurar o corpo dela no ar, entre meu corpo e a parede. Sentir seu corpo tocar o meu assim, mesmo que rapidamente era algo extremamente prazeroso e eu tentava segurar qualquer reação involuntária em resposta a isso, o que era difícil.
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