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[Ficha Terminada] Capitão de Navio - Gaspar de Luca

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[Ficha Terminada] Capitão de Navio - Gaspar de Luca

Mensagem por Gaspar de Luca em Ter 17 Out 2017, 16:05


FICHA PARA CAPITÃO DE NAVIO

   
PHOTOPLAYER: Luke Roberts

HABILIDADE: --

RAÇA: Humana(?)

ESCOLA DE MAGIA: Lanmkof

CASA DO CORAÇÃO: Kadav



Sobre o Personagem:

HISTÓRIA DO PERSONAGEM

Gaspar de Luca, "O Ceifador de San Juan" nasceu na cidade de San Juan em Porto Rico, filho de Emilia Gilabert, uma trouxa porto-riquenha e um pirata bruxo americano chamado Martin Vásquez de Luca. A gravidez que deu origem a Gaspar não só foi indesejada, mas fruto de um ato vil de seu pai. O homem que se apaixonara pela bela moça que encontrou em uma de suas paradas, ao se ver rejeitado por ela lançou sobre ela um feitiço e a estuprou. O homem viria a realizar o crime múltiplas vezes, sempre que aportava em Matanzas, lançava sobre a jovem o feitiço e praticava a violência.

A situação durou por alguns meses, até que Emilia se viu grávida de seu agressor. Sem ter a quem recorrer em seu seio familiar se mudou para o interior ter seu filho distante do mar. Trabalhou como garçonete ao longo dos meses da gravidez e durante os dois primeiros anos da criança. Eles se mudaram então de volta para San Juan, onde Gaspar enfrentou uma infância dura e de privações, encontrando no mar o seu refúgio. Aos oito anos, o pai o encontrou e o sequestrou levando-o para longe de sua mãe.

Desde o primeiro momento que encontrou o pai, Gaspar o odiou. Martin o fez trabalhar desde muito jovem na tripulação de um navio. O rapaz aprendeu os nós, dominou os cordames e era útil na tripulação pela sua facilidade de acessar locais onde os outros não eram capazes de alcançar. Fez um amigo na tripulação, o bruxo Mateo Venegas que ajudou o rapaz a completar sua educação. Com Mateo, Gaspar aprendeu matemática e a leitura ativa, habilidades que o levaram a oficial do navio aos catorze anos. 

Seu pai morreu durante uma abordagem nesta mesma época. Gaspar se ressentiu terrivelmente disso, acreditando que o mundo havia roubado dele sua vingança. Serviu mais um ano no navio, até que ao chegar a idade de quinze anos, ingressou em Lanmkof, sendo admitido na Casa Kadav. Foi um excelente aluno, jamais rebelde, mas nunca preso as amarras sociais, tinha uma noção muito específica e centrada de liberdade que aplicava em sua vida cotidiana. Aprendeu a magia e com ela foi capaz de expandir suas capacidades e sua vontade para além do seu espaço comum. 

Sua varinha era de palmeira-andante e escama de wyvern, sua garrucha é a mesma até os dias de hoje, modificada diversas vezes até exibir uma coronha ornada com um diamante maciço em sua extremidade e finamente decorada com prata. Gaspar realizou uma série de adaptações para que ela fosse capaz de receber bem todos os tipos de munições e propelentes, mas seu formato com materiais preciosos apenas se concretizou recentemente. O sonho de Gaspar de adquirir o próprio navio começou a se concretizar quando ele ainda estava no sétimo ano, onde deu inicio a tarefa de reunir recursos e conhecimento para a construção. Quando Gaspar se aproximava do fim de seu curso em Lanmkof, próximo a iniciar a construção de seu navio, ele foi desarmado e perdeu sua varinha. A partir desse ponto, se viu na necessidade de aprender novas habilidades e realizar uma empresa formidável.

Começou a construir seu navio e ao mesmo tempo realizar o processo de produção e uma nova varinha. Passou anos viajando pelo mundo, coletando os materiais e adquirindo experiência na tripulação de outros navios. Por cinco vezes ele foi mortalmente ferido e muitas outras vezes se viu naufragando e sozinho no mar do Caribe. Usava em sua maioria armas de fogo e a espada, lutando corpo-a-corpo com os inimigos. Usando de magia vodoo, gravou em seu sabre os veves dos loas da morte e ao transpassar a espada pelo coração de uma vítima, encontrava depois maior facilidade para realizar rituais que envolvessem a alma da pessoa. Por conta disso, criou-se o mito de que sua espada capturava a alma das vítimas e ganhou o apelido de Ceifador de San Juan.

Já era temível antes de completar a produção de seu navio, que só veio a ser terminado muito após concluir sua estadia em Lanmkof, quando Gaspar tinha 35 anos de idade. A construção demorara treze anos e ainda se tornou um dos grandes ícones da navegação do Caribe, devido ao fato de que o navio era também uma gigantesca varinha, composta de um núcleo e sua madeira. A varinha de fato estava atrelada ao gigantesco mastro principal, com um núcleo de pena de lizcamos e madeira de dragoeiro o que tornou o navio excepcionalmente mortífero quando se tratava do disparo de suas armas de fogo. 


Gaspar então iniciou sua trajetória como capitão, conseguindo rapidamente uma tripulação razoável, treinou a maioria ao longo dos muitos anos no mar. Saqueou ao longo do Caribe, até que o mar estava pequeno e hostil demais para ele. Partiu então em uma viagem de circunavegação pelo mundo, cruzando toda a América Latina até a difícil passagem pelo Cabo Horn. Atravessou o Pacífico Sul, adicionando a sua tripulação novos elementos ferozes que encontrava nesses locais isolados e marginalizados. Passou pelo Oceano Índico, espalhando terror por onde passava, cruzou o Canal de Suez e adentrou o Mediterrâneo, onde enfrentou batalhas mortais e quase perdeu seu navio para as disciplinadas Armadas europeias. 

Perdeu muitos de seus amigos nesses confrontos, endurecendo tanto a si mesmo quanto o restante de sua tripulação que se tornou veterana. Passou a odiar o modelo europeu de controle da magia e a forma como governos centralizados cooperavam para oprimir o povo comum, enganar os trouxas e obrigar todos os bruxos a obedecerem um líder totalitário em nome da ordem. Entendeu que o surgimento dos ditos Bruxos das Trevas era consequência direta das pesadas imposições realizadas pelo governo centralizado e se não até mesmo desejado por esses governos que usavam de espantalhos para afastar de si as represálias e aumentar seu poderio interno.

Aprimorou suas capacidades de navegação e viajando pelo Mar Norte desafiou os capitães do Reino Unido que o caçaram até o Atlântico. Apesar de o Donzela de Ferro não ser o mais veloz dos navios, as habilidades marítimas de Gaspar tramaram as mais diferentes armadilhas para escapar ou atacar os inimigos mesmo quando em desvantagem. A fragata acumulou uma centena de vitórias quando Gaspar finalmente encerrou sua peregrinação pelo mundo e retornou a San Juan. 

A partir desse momento, Gaspar começou a se tornar cada vez mais obsessivo acerca dos artefatos místicos das Marés, desejando incansavelmente o poder que eles poderiam lhe conceder. Deseja o poder dos artefatos para subjugar tanto a autoridade dos Ministérios da Magia europeus, quanto das instituições americanas. Despreza o Conselho Bruxo no Caribe, embora reconheça sua capacidade de acabar com contendas desnecessárias, defende que ele não deve aumentar seu poder ou influência além do que já conquistou. Com seu conhecimento de vodoo e magia caribenha, Gaspar trouxe de volta a alma do pai, usando um relógio de ouro que o havia pertencido e sentenciou o espírito do homem a viver eternamente no porão mais inferior do navio, obrigando-o a servir os marinheiros.



CARACTERÍSTICAS PSICOLÓGICAS

Gaspar é um homem metódico, centrado e agressivo com seus ideais. Seu código de conduta é baseado na liberdade individual, mas ainda preza pela organização e coletividade como forma de se obter um bem maior. Possui uma boa capacidade para a ciência matemática e pouco interesse para o naturalismo, sendo focado mais na praticidade e pragmatismo da vida no mar. 

Tem um senso de justiça rígido, mas com contradições que ele jamais assume. Pune os ladrões dentro de seu navio com severidade, no entanto, saqueia e rouba outros navios sem piedade. Sua forma de pensar inclui o sentido de irmandade e lealdade, desprezando aqueles que não pertencem ao grupo. Apesar de seu sentido de organizar os homens em grupos, despreza entidades centralizadoras, acreditando que a participação de um grupo é uma opção para o homem e não uma obrigação moral, sentido este que muitas instituições ignoram.

É um grande admirador da Arte das Trevas, mas não se enxerga como um bruxo das trevas, mas como um justiceiro de um mundo de leis injustas e opressão. As Artes das Trevas para ele são um caminho que um homem pode optar e isso não o torna repreensível por si só. Sua empatia é bastante reduzida, em especial, empatia para com grupos muito grandes como cidades e nações, mas pode se compadecer de homens mais fracos, caso enxergue neles algum merecimento. Não é nenhum psicopata, sendo afligido pelo sofrimento humano da mesma forma como qualquer pessoa, mas é habituado com o sangue e com a guerra, mesmo que por vezes não se agrade disso. 

Possui um medo terrível de falhar e de ser capturado por alguma das Armadas regulares. Não porque tema a morte ou encarceramento, mas porque teme que algum dia acabe mudando suas convicções e se engendrando no sistema que tanto detesta. Para ele, os artefatos das Marés e seu poder são uma forma de fugir e impedir para sempre que esses poderes tomem conta dele e de seus marinheiros. 

Sua forma metódica é o grande contraste com suas crenças, mas é oriunda da experiência e de uma certa mania obtida pela prática repetitiva das tarefas. Aprecia muito a música como forma de arte, mas é bastante restrito em sua apreciação. A arte para ele tem uma definição exata, assim como a guerra e a subjetividade é a arma de entidades poderosas para redefinir a forma como os oprimidos pensam de tempos em tempos. É um leitor voraz, constantemente caçando por livros ou saqueando navios apenas por tesouros literários, o que também é parte de sua obsessão pelos artefatos. Para ele, nos milhares de anos que existe o mundo, alguém mesmo que inconscientemente deve ter registrado o que viu e nisso deve haver uma pista do que fazer. O conhecimento para ele é uma ferramenta para alcançar o poder e não poder em si, pois o poder apenas é conquistado pela ação e não pelo saber.





Sobre o Navio:

NOME DO NAVIO: Donzela de Ferro

HISTÓRIA DO NAVIO: O Donzela de Ferro foi concebido com um projeto audacioso de Gaspar quando ele ainda estava no sétimo ano. O rapaz estudou os materiais e características da navegação incessantemente até aprimorar seu projeto e iniciar a coleta de recursos para construí-lo. O projeto que inicialmente idealizava um brigue de vinte e quatro canhões, veio a mudar quando Gaspar foi recrutado a servir no Leviatã, uma fragata antiga baseada no USS Constitution e que era um potente navio bruxo. Após uma batalha sangrenta próxima a costa da Guiana, a fragata tentou retornar ao Caribe quando foi atingida por uma feroz tempestade. O navio ficou terrivelmente avariado, tanto o capitão, quanto a maior parte da tripulação acabou morrendo e Gaspar assumiu como contramestre da embarcação, a tarefa de guiá-la de volta a segurança. A embarcação derivou durante semanas, os recursos quase se esgotaram e ela acabou por encalhar em um coral de recifes próximo a Cuba. Gaspar sobreviveu e adaptou seu projeto para uma fragata, no entanto, isso o atrasou em seis anos. 

Utilizando da base que obteve do Leviatã, começou a reformá-lo e realizar as modificações no navio ao longo do tempo. A fragata foi totalmente renovada com um modelo semelhante ao original construído com carvalho branco, mas incrustada de magia em cada placa e curva. Gaspar se aprofundou na magia negra do vodoo durante todo o processo de construção que lhe custou mais de doze anos e milhares de toneladas de recursos. Sempre que precisava de algo novo ao navio, era necessário navegar e saquear para conseguir comprar.

Escrutinou todas as ilhas do Caribe em busca da madeira de dragoeiro para seu mastro principal e sofreu para trabalhar com um processo mágico que jamais havia sido tentado anteriormente. Gaspar passou muitos anos reunindo os recursos e moldando cada parte do navio, onde recheou de feitiços e magia cada uma de suas placas de madeira. Gravou runas bruxas por todo o costado, realizando até mesmo rituais de sangue para aumentar o poderio de seus encantamentos. Após treze anos de construção, o navio rebatizado como Donzela de Ferro zarpou para desbravar os sete mares.

O navio, junto com Gaspar, circunavegou o mundo, embora tenha sido avariado no Mediterrâneo, diversos reparos foram realizados e ele retornou ao funcionamento normal. Gaspar inicialmente manteve os canhões básicos de dezoito libras, mas devido a velocidade menor do navio, se viu levado a adotar canhões maiores para a proa e popa de forma a desencorajar manobras que o tentassem superar. 


DESCRIÇÃO DO NAVIO: 

> O Donzela de Ferro é uma fragata de 40 canhões mágicos de dezoito libras, três grandes mastros, um extenso convés principal onde estão metade das armas e um segundo convés de armas que abriga o restante dos canhões. A bateria de proa e popa possuem canhões mágicos de vinte e quatro libras, mais potentes que os dos bordos. É um navio bastante prático e enxuto, com um bom poder de fogo e capacidade de abordagem acrescida por falconetes instalados nos bordos.

Suas velas são negras e figuram nas velas da gávea um gigantesco símbolo do loa Papa Legba bordado em escarlate. Além do convés principal, abaixo dele fica a coberta superior e logo abaixo a coberta inferior usada para albergar a tripulação. Sua amurada é ricamente decorada e possui uma pintura vermelha assim como o costado do navio que possui uma grande faixa escarlate revestida de placas de ferro onde ficam os canhões do convés de armas. No costado está gravado o nome da fragata em alfabeto tebano, carregado de magia capaz de fazer o convés ricochetear algumas balas impregnadas com magia mais simples.

Sua tripulação é de 150 homens bem treinados com um rigor próximo ao de uma Armada regular. O casco do navio é produzido a partir de madeira intercalada de carvalho branco norte-americano com madeira de dragoeiro. No interior do navio, dentro do mastro principal está o "núcleo" do navio, aparentemente feito de pena de lizcamos. A quilha do navio é revestida de aço maciço e é uma placa tão perfeitamente lisa que foi necessário ao capitão torná-la fosca para impedir que a luz do sol denunciasse o navio muito rapidamente. 

A proa é bem decorada, com uma figura de proa que se assemelha a um cavaleiro de armadura de aço que pode se mover. A figura de proa é possuída pelo espírito do primeiro capitão da fragata, quando ela ainda se chamava Leviatã. A parte inferior da proa possui um aríete que se projeta para a frente e cuja a ponta de ferro é usada para quebrar navios inimigos. Não é um navio veloz quando comparado a outros modelos no Caribe, sacrificando boa parte da velocidade para abrigar mais armas e homens. Apesar disso, o navio pode alcançar uma velocidade mediana se forçado e em condições favoráveis. Possui uma boa manobrabilidade que o permite desviar de mares traiçoeiros ao longo do Caribe e portanto é considerado um navio bolineiro.

Para fins de defesa, possui duas bombas de óleo na popa que podem ser usadas para despejar óleo no mar e em seguida ser incendiado para evitar perseguições. Devido ao fato de que o navio é uma gigantesca varinha, o capitão pode usá-lo para lançar feitiços de ataque extremamente poderosos, mas muito desgastantes fisicamente. 

A bandeira pirata usada por Gaspar no Donzela de Ferro é um símbolo relacionado aos Grandes Antigos

PECULIARIDADES DO NAVIO: Gaspar construiu o navio misturando as técnicas de fabricação de uma varinha. Por conta disso, o navio pode ser considerado uma gigantesca varinha mágica de madeira de dragoeiro e núcleo de lizcamos. Embora Gaspar diga que pode lançar feitiços com o "próprio navio", isso jamais foi feito e se possível seria um processo terrivelmente desgastante. Sua característica principal é o efeito da madeira de dragoeiro sobre os canhões mágicos que os tornam muito mais letais do que o natural. Devido ao fato de a madeira do casco estar incrustada por feitiços de proteção, algumas magias mais fracas ricocheteiam no casco.



* Observações: Para fins de comparação o navio e suas dimensões, quantidade de canhões e tripulação estão inspirados na legendária fragata USS Constitution, chamada "Old Ironsides". Embora a tripulação dessa fragata chegasse a 300 homens, reduzi para 150 como média para evitar um exagero. Os 44 canhões de 24 libras da Constitution foram reduzidos para 40 de 18 libras com exceção da proa e popa com uma justificativa apontada na história do navio. Tanto o ideal de "ricochetear" feitiços, quanto seus canhões letais são inspirações desta fragata. Necessário notar também que a fragata Constitution fazia parte de uma classe de fragatas mais pesadas que o comparativo francês.



Gaspar de Luca
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Varinha : Um Graveto.


Donzela de Ferro

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Re: [Ficha Terminada] Capitão de Navio - Gaspar de Luca

Mensagem por The Holy Death em Qua 18 Out 2017, 22:09

APROVADA. BEM VINDO, CAPITÃO GASPAR DE LUCA!
The Holy Death
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Cargo : NPC


Varinha : Já ouviu falar na Varinha de Sabugueiro? Pois é, eu que criei '-'


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